quarta-feira, 14 de dezembro de 2011

II Encontro Regional Pedagógico: Valorizando Práticas Docentes

9 de dezembro apresentei o tema "Inclusão Escolar: Uma realidade" representando o C. E. Almirante Frederico Villar.



Olimpíada de Língua Portuguesa – Compartilhando Práticas e Saberes

30 de novembro participei deste encontro realizado na sede da SEEDUC, no Rio. Ele foi mediado pela professora Giselle Alves e teve dois momentos: na manhã o tema foi o gênero artigo de opinião e na tarde o gênero memórias.

Foi muito gratificante, pois houve uma troca entre os professores participantes e esclarecimentos do posicionamento da SEEDUC diante das Olimpíadas de Língua Portuguesa.


Opinião por baroukh  no Videolog.tv.

sexta-feira, 2 de dezembro de 2011

5º Salão do Livro das Escolas Estaduais


Imagem retirada do site da SEEDUC.

Ontem tive a oportunidade de prestigiar o primeiro dia do 5º Salão do Livro através do C. E. Almirante Frederico Villar, onde leciono inglês, junto da professora Nilza e da professora Sonia Jobim. É a primeira vez que participo.

Neste evento organizado pela Secretaria de Educação as escolas da rede estadual do Rio de Janeiro foram convidadas a comprar livros para enriquecer os acervos com verbas fornecidas pela própria rede. Tudo estava organizado e bonito, o tema foi João do Rio e alunos de todo estado realizaram apresentações de música, teatro e dança.

Compramos muitos livros e de quebra conheci o Secretário de Educação, Wilson Risolia.

O evento é para todos da rede estadual do Rio e acontece até amanhã, 03/12, no Centro de Convenções Sul América (Av. Paulo de Frontin, esquina com Av. Presidente Vargas, no Estácio, Zona Norte do Rio de Janeiro), funcionando das 9h às 18h.

Confira a notícia e fotos da abertura no site da SEEDUC.

Foto que tirei de um painel da homenagem a João do Rio. Ele tinha belas olheiras.

terça-feira, 22 de novembro de 2011

As Polacas - Flores do Lodo

No feriado da República pude ir assistir no Centro Cultural Banco do Brasil do Rio a peça As Polacas - Flores do Lodo, de João das Neves.

A peça trata da vida das "polacas" no Brasil, mulheres vindas no leste europeu fugindo da guerra, da fome e da intolerância religiosa que acabaram na prostituição. Por isso o termo até hoje tem conotação pejorativa. Algumas já eram prostitutas e viam o Brasil como terra de grandes oportunidades. Outras foram enganadas. Mas o importante é que no final elas se uniram para manter a si e às suas raízes, mesmo se adaptando ao nosso país. Criaram uma associação de ajuda mútua, que as amparava em caso de doença, e um cemitério, onde podiam ser enterradas com dignidade dentro de sua religião.

As polacas, além de mulheres, imigrantes e prostitutas eram judias. E aqui foram rejeitadas pelos próprios judeus que vieram para cá fugindo também da perseguição religiosa na Europa. Na verdade essa rejeição dura até hoje, pois há uma briga para mantê-las fora do cemitério que elas construíram, o cemitério de Inhaúma.

A intolerância é um tema recorrente na peça, pois elas não eram aceitas pelos judeus, havia a disputa entre os diversos grupos de prostitutas e, no final de suas vidas, há a intolerância de seus filhos, que se envergonham da vida que suas mães levaram e não compreendem tudo que elas passaram para criá-los.

O sofrimento perspassa a peça no início ao fim. Há uma festa de casamento, mas pressente-se que o final não será feliz. Há momentos trágicos que soam cômicos, mas o riso, quando sai, é dolorido. Muitas desistem pelo caminho.

Tudo isto é contado na peça, de forma não linear e sendo contextualizado por imagens e música. A interação com a plateia começa antes da peça, o que torna tudo mais palpável, mais real. Afinal, aquelas personagens são pessoas e estão ali conosco.

Bestriz Kushnir, a mais famosa pesquisadora das polacas não gostou da peça. Disse que não respeita os fatos históricos. Isso eu não posso confirmar, mas garanto que a peça mais do que entreter, nos faz refletir. Pois o sofrimento e a intolerância ainda estão aí.

Além de tudo as memórias destas mulheres, que lutaram por toda sua vida está se perdendo e o teatro, mesmo que ficcionalmente, está ajudando a mantê-la.


terça-feira, 1 de novembro de 2011

Drummond

31 de outubro é uma data com tantos acontecimentos importantes para eu relembrar que acabei por não lembrar do aniversário do Poeta. Meu poeta homem favorito.

Se estivesse vivo sei que poderia ser sua amiga se tivesse coragem. No coração de sua arte sei que somos irmãos. Por isso, quando tenho algum problema eu pergunto "E agora, José?" Como quem pergunta "E agora, Carlos?"

Me rendeu muitas aulas gostosas, me rendeu alunos que apreciam ou não desgostam de poesia, me rendeu noites de namoro (e o namoro me rendeu a obra completa do Poeta).

E agora, Drummond? Agora um beijo para ti aí no além da Poesia. E manda um beijo para Pessoa que anda precisando!

"E agora você?" Conheça a obra dele aqui: http://carlos-drummond-de-andrade.blogspot.com/

 Conheça-o abaixo:


E conheça-o em documentários que não me canso de assistir!
No caminho de Drummond
Poeta de sete faces

E conheça a aula sobre Drummond!

Sequência didática

O curso acabou e a vida segue.

No curso online Sequência Didática: aprendendo por meio de resenhas aprendi a utilizar melhor as sequências didáticas. Melhor porque agora compreendo todos os aspectos do material com que estou lidando. Melhor porque agora sei adaptá-lo com segurança para meu uso. Melhor porque agora posso me juntar a um grupo de professores e elaborar uma sequência didática para minha escola.

Mas o melhor mesmo foi perceber o quanto ainda preciso aprender. Aprender porque quero, não porque minha prática exige. Aprender porque quero ir mais longe, mais fundo.

Tenho recebido muito apoio para estudar mais, me diplomar mais, buscar novos desafios e rumos. Vou me apoiar nesta força e seguir.

Obrigada Sonia e Drª. Lygia. Obrigada Wesley. E espero poder agredecer ainda mais a vocês quando chegar lá aonde quero, que é perto de vocês.

No momento me guia a frase imortalizada pelo poeta, mas não proferida primeiramente por ele:

Navegar é preciso, viver não é preciso.



PS: Fique atento ao site, pois podem iniciar novos cursos! Mais vagas para este em 2012!
PPS: 30 de novembro, no Rio, participo de evento de divulgação das Olimpíadas de Língua Portuguesa.

quarta-feira, 26 de outubro de 2011

Plágio na universidade

 Este excelente artigo analisa as questões que envolvem a ocorrência do plágio nas universidades fugindo de desculpas simplórias, mesmo sem se aprofundar. Com um título como pergunta cabe a nós refletir:

Plágio: o que fazer?
Por Joaquim Luís Coimbra
Professor na Faculdade de Psicologia da Universidade do Porto, Portugal
(...)
O plágio, como sinal, fornece uma excelente oportunidade para reflectir sobre o que a Universidade faz da juventude que a frequenta. Sem procurar identificar os antecedentes susceptíveis de explicar o problema em toda a sua abrangência e profundidade, a verdade é que a Universidade se encontra num processo de hiperespecialização que se exprime numa desinstitucionalização.
(...) 

terça-feira, 25 de outubro de 2011

Projeto do Itaú de incentivo à leitura

O Itaú está distribuindo um kit de três livros infantis. Para receber basta se cadastrar com CPF. É de graça e não precisa ser cliente do banco.

Esse ano já recebi deles através da revista Nova Escola 4 livros infantis de qualidade, com temas bem variados e cativantes, por isso confio na iniciativa. Esses livros estavam à disposição nas agências, era só solicitar, mas como comprei a revista e ganhei não retirei os que estavam disponíveis no banco.

Desta vez é bem mais fácil, é só pedir e receber em casa, o prazo é de 20 dias. Mesmo que você não tenha filhos pequenos, solicite os livros e leia para alguém, dê de presente ou use em sala de aula. O importante é espalhar os livros e a leitura.

Clique abaixo e ajude neste movimento. Leia para si e para alguém. Divulgue!

http://www.itau.com.br/itaucrianca

sábado, 22 de outubro de 2011

O preço da feminilidade

Ser mulher envolve alguns rituais que estão relacionados com a estética do que é uma mulher, são rituais que tornam feminina a fêmea humana. Os mais básicos são maquiagem, cuidado com os cabelos/ida ao cabeleireiro, manicure e pedicure e depilação. Não vou entrar nas minúcias da vestimenta feminina.

Vivendo em uma sociedade capitalista e consumista esses ritos são pagos e essenciais. Pelo menos para muitas. E continuando na questão econômina, façamos as contas de gastos básicos:
  • Manicure e pedicure: R$ 18,00 uma vez por semana = R$ 72,00
  • Hidratação e escova: R$ 35,00 uma vez por quinzena = R$ 70,00
  • Depilação: buço, sobrancelha, pernas, axilas e virilha uma vez por mês = R$ 70,00
  • Total: R$ 212,00
Ou seja:
  • 8 sanduíches no Subway,
  • 3 revistas de moda e um livro,
  • A vacinação de um gato e dois apadrinhamentos no Adote um gatinho
  • Ou uma opéra no Theatro Municipal do Rio de Janeiro
  • Total: R$ 212,00
Eu que não vou pagar pra ser mulher!

Educação: benefício


Ontem ouvi uma história muito interessante e inesperada. Foi muita sorte.

Um senhor desceu comigo do ônibus e como seguíamos pelo mesmo caminho ele puxou assunto. Perguntou-me se eu estudava em uma cidade morando em outra e eu expliquei que na verdade era professora e que sim, morava em uma cidade e trabalhava em outra, que verdade morava no Rio e vinha trabalhar aqui.

Então ele me perguntou se eu conhecia Campos – sim, conheço – e disse que na roça as professoras tinham que andar uma distância como a de Campos até Macaé para dar aulas, por isso elas ficavam na casa dele e voltavam para suas próprias casas apenas no final de semana. Era uma casa grande, havia comida, não havia problema. E apesar de ele receber uma ajuda de custo do governo por manter as professoras em sua casa ele disse que não precisava.

O importante era o benefício para as crianças.

Despedimo-nos. Foi um prazer conhecê-lo. 

Imagem do filme "Ser e ter", retirada daqui.

quarta-feira, 19 de outubro de 2011

Capitães da areia

Resenhas do livro e do filme ficam para depois. O que me importa agora são as crianças.

Hoje um aluno emigrante da Bahia me disse que esses meninos existem, vagam pelas praias, "ladrõezinhos e malandros" em suas palavras. Gostavam de arrumar confusão.

Com os olhos abertos por Amado, olhos que já naturalmente percebem as coisas de outro modo, vi conjuntamente duas versões de uma história em apenas um relato.

Não conheço a Bahia. Grande parte de minha vida morei em uma cidade pequena. Não lembrava com a mesma carga emocional de certas coisas  com que hoje me deparo no centro do Rio e demais bairros.

Moradores de rua na Região dos Lagos sempre foram escassos. Os grupos do Rio englobam 30, 70... é até onde consigo contar.

Crianças que trabalham... nunca tinha visto em Cabo Frio. Crianças, entre 4 e 8 anos, sempre há vendendo doces, correndo perigo, passando fome e frio, morando embaixo de viadutos.

Um noite, passando férias em hotel na Lapa, em uma pizzaria em frente aos arcos, uma menina de uns 6 anos vem nos vender amendoim. Eu automaticamente caio no choro, um choro difícil de conter diante de um irmão menor que esperava do lado de fora. Difícil de conter diante de todas as crianças que tem de encontrar um jeito de sobreviver por sua própria conta neste mundo.

A verdadeira definição de marginal. Uma criança.

Como aquela vendendo chocolates em Bangu às 22 horas de uma noite fria. Será que ela não estava com fome? Não pudemos descobrir, pois chorávamos.

Eu sempre choro.

No final das contas essa é a realidade: há muitas crianças em muitas ruas do mundo em muitas épocas. E só. Não há heróis, não há vítimas. Só pessoas tentando viver.

domingo, 16 de outubro de 2011

Escapismo

Segundo a Wikipedia:

Escapismo é o alívio ou a distração mental de obrigações ou realidades desagradáveis recorrendo a devaneios e imaginações.
Podemos definir escapismo também como a desconsideração da realidade.
É uma das características do Romantismo, movimento cultural do século XIX. Para os românticos, o mundo real é sempre uma frustração de seus idealismos e sonhos. Daí a rebeldia dos poetas do mal-do-século no Romantismo, onde eles procuravam se refugiar de seus problemas e um desses modos era a morte.

Em tempos não tão poéticos, mas ainda assim sofridos, dois estilos de moda japonesa se baseiam neste critério: fugir da realidade. São eles Mori (garota da floresta) e Ageha (borboleta).

Vamos viver sozinhas numa cabana na floresta e esquecer o quanto o mundo é mau usando nossas roupas confortáveis e fazendo artesanato.

Vamos nos tornar bonecas, assim ninguém vê que temos defeitos como qualquer ser humano. O glitter ainda ofusca o sofrimento.

domingo, 9 de outubro de 2011

Foucault para pensar a educação

Todo sistema de educação é uma maneira política de manter ou de modificar a apropriação dos discursos, com os saberes e os poderes que eles trazem consigo.

Michel Foucault

A velha sabedoria

Algumas vezes sou questionada, confrontada ou desmerecida pelo simples fato de saber muito sobre algumas coisas e ser jovem. Como se uma coisa excluísse a outra e o conhecimento fosse uma característica inerente aos seres humanos de longa data.

Sim, tenho apenas 25. Mas meu diploma vai fazer 6 anos de idade. Experiência em sala de aula já vão se completar 7. Já fiz tantos cursos na área que é impossível enumerar todos agora aqui de repente.
Isso não significa nada?

Sei que minha geração é famosa pelo seu descompromisso com a vida, sua irresponsabilidade. As gerações posteriores tem uma fama pior!
Mas, e as anteriores? Todos santos impecáveis? Todos fiéis cumpridores de seus deveres? Todos sábios?

Já não me entristecem (tanto) as humilhações que sofro por quem se prende a detalhes como idade, geração... se alguém não consegue perceber a pessoa que sou e me julgar pelas coisas que faço só posso lamentar. Por ela!

Resumindo e concluindo: se idade fosse sinal de sabedoria não tinha tanta gente idosa ou de meia idade causando problemas para si e para os outros!

PS: apesar de saber algumas coisas ainda me falta muito para a sabedoria! Mas não idade, conhecimento.

Formação continuada Seeduc - impressões

O curso de formação de continuada do estado do Rio de Janeiro para professores de português e matemática em turmas de 9º e 1º anos dos ensinos Fundamental e Médio respectivamente encerrou seu primeiro módulo nesta sexta-feira, 07 de outubro.
Com um início conturbado o curso desagradou uns e confundiu tantos outros mas muitos seguiram em frente. No final desta etapa é inegável a melhoria no desempenho dos meus alunos que tiveram contato com as atividades propostas. É inegável também o quanto aprendi, o quanto me aperfeiçoei. Ou seja, o curso esta cumprindo seu papel.
Quanto à bolsa de R$ 300,00 dos cursistas, que ainda não foi paga, está prevista para sair no salário de outubro, retroativa a julho (confira aqui). Pelo que pude perceber eles preferiram esperar para saber quem ia continuar no curso ou não antes de começar a pagar. Talvez os professores que desistiram neste semestre não possam se inscrever no próximo, pois a oportunidade será dada a outros. É uma pena para quem "desistiu" porque não conseguiu. O nível do curso é um tanto elevado e as atividades exigiam bastante tempo para leituras, pesquisas e reflexões antes da produção dos materiais.
Sobre os problemas que houveram, há justificativas. A educação estadual está passando por uma grande mudança, uma grande reforma. Tudo é novo. É a primeira vez que há este curso e a grande vantagem é que os professores são convidados a participar da melhoria dele próprio. Estamos fazendo para nós mesmos.
Començando o 2º módulo espero que continue sempre melhor.


Autocrítica

Existe algo mais lamentável que um desenhista que não desenha ou qualquer artista que não produz sua arte?

terça-feira, 27 de setembro de 2011

Depressão

Não estou falando de 1929. Nem de relevo.

Estou falando de mim. De mim e de uma doença que me acompanha há alguns anos.

Para muitas pessoas é preguiça, é desculpa. Para a maioria é incompressível. Mas eu tenho uma doença que não me deixa ser feliz. Resultado de algumas coisas que vivi e de outras que ainda não consigo viver. E de meu cérebro não conseguir processar bem a serotonina.

Cada dia uma batalha: levantar da cama, comer, vestir, trabalhar, me deitar novamente. Tudo isso que é tão simples para todos é dificílimo para mim. O que me resta de fácil na vida é ler, mas nem sempre. É o único escape que tenho enquanto todos meus outro desejos ficam em espera.

Com este post não espero piedade para comigo. Mas seria bom se a compreensão geral sobre essa doença, principalmente de que é uma doença e não falta de vergonha na cara, se espalhasse.

Enquanto isso busco me curar.
















Retirado de http://sonhodeliberdadecleo.blogspot.com/2011/09/depressao.html

terça-feira, 13 de setembro de 2011

Roda de leitura e brainstorming

Hoje o dia foi puxado. Roda de leitura de poesia no 8º ano e brainstorming no 9º. Pena não estar com uma câmera lá. Um aluno leu poemas que sabia de cor e todos se apoiaram, pois havia a timidez e as dificuldades. O brainstorming foi uma atividade bastante produtiva (apesar de difícil de controlar), pois quando alguém não tinha ideias podia contar com os colegas para resolver os problemas criativos! Agora penso em testar fanfics.
Imagem retirada de http://peixinho-de-prata.blogspot.com/2010/06/roda-dos-livros-book-wheel.html

sábado, 10 de setembro de 2011

EAD



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É só uma brincadeira, eu não adio. Além de estudar ser divertido para mim, o facebook e o google abertos me dão pausas para descansar. Fazendo tantos cursos ao mesmo tempo, adiar significa não fazer.

quarta-feira, 31 de agosto de 2011

Curso Sequência didática: aprendendo por meio de resenhas

Adiei a conclusão da especialização pelo Cederj  e cancelado os cursos do 2º semestre do CTED para ter tempo de realizar a formação continuada da Seeduc concomitante com a pós-graduação em língua portuguesa, mas eis que surge uma oportunidade que se não é única está agora diante de mim e eu a buscava há mais de um ano: um curso de sequência didática.

Ao me inscrever tive que me justificar:

Por que pretende participar do curso Sequências Didática: aprendendo por meio de resenha?:Ao ter contato com as sequências didáticas das olimpíadas de língua portuguesa e colocá-las em prática percebi que elas aumentavam as chances de sucesso de aprendizagem dos alunos por garantirem um contato progressivo e reflexivo com os novos conhecimentos. Busquei formas de aprender a criar minhas próprias sequências mas não consegui. Esta é a oportunidade que esperava.
Tenho enorme amor pela Olimpíadas de Língua Portuguesa Escrevendo o Futuro. O tanto que ela permitiu que meus alunos avançassem! Por isso quero ser capaz de planejar aulas como aquelas, melhores do que são agora, e realmente não havia encontrado um curso ou material para ler que pudesse me ensinar isto.

A quem interessar, fica o link: http://www.escrevendo.cenpec.org.br/ecf/index.php?option=com_content&view=section&layout=blog&id=29&Itemid=801
Basta ser professor da rede pública para participar.

Greve, escola e educação - um artigo polêmico


Após concluir o curso Por dentro dos Meios continuei acompanhando a Revistapontocom, que traz muitos artigos bons sobre mídia e educação. Semana passa foi publicado lá um artigo apresentando a proposta para repensarmos o valor das greves, já que atualmente elas não funcionam como deveriam. A discussão está ardendo!

Abaixo um trecho. Clique para ler na íntegra e participar dos comentários.


sexta-feira, 29 de julho de 2011

Nativos e imigrantes digitais


Eu sou o seu professor! - Atividade da formação continuada do Seeduc-RJ

Depois de assistir ao vídeo da "Amanda Gurgel". Contribua na wiki "Professor Hoje" com uma atividade ou característica ou perfil do professor frente aos alunos nativos digitais. 
Ser professor hoje é, de certa forma, como ser professor sempre: o desafio de ensinar é o mesmo em qualquer época. Hoje, porém, o nosso contexto de trabalho comporta complexidades que não existiam antes. Não devemos pensar que o passado era melhor. O importante agora é compreender com o que estamos lidando. O mundo mudou. As pessoas mudaram. É isso que estamos enfrentando. Enquanto a tecnologia avança a humanidade parece estar em retrocesso e os processos humanos parecem estar se tornando ultrapassados diante do virtual e do digital. Entro em sala e não vejo respeito nem consigo nem com o outro. Não há fraternidade. Não há amor ao conhecimento. Não nos enganemos de que ao saber usar a internet nossos alunos sabem tanta coisa. A maioria das pessoas na internet, mesmo na 2.0 é mero espectador e consumidor. Repassar um video pode ser colaborar, mas não é criar. E nossos alunos são assim. Sem contar que nos preocupamos aqui tanto com os alunos digitais e nos esquecemos que grande parte de nossa clientela é pobre. Muitos nunca usaram um computador. Não podemos deixá-los de lado. Devemos ajudar nossos alunos a usar essas novas ferramentas. Devemos utilizá-las em nossas aulas, pois são úteis. Devemos formá-los para esta nova realidade sim, mas devemos observar bem a realidade de nossos alunos e compreender o que realmente precisam com relação ao aprendizado, seja ele digital ou não. Não podemos acompanhar o sentimento deste mundo e esquecer o humano que há em cada aluno.

domingo, 24 de julho de 2011

A importância das novas tecnologias no aprendizado das crianças

Quadro do Bom Dia Rio comenta o uso das tecnologias na educação e o auxílio-cultura da rede estadual do Rio de janeiro. Recebi e comprei livros para meu prazer e enriquecimento e um violão para usar nas aulas.


Olhando os arquivos do meu blog é possível ver que fiz um curso de TICs (tecnologias da informação e comunicação) ano passado e me beneficiei muito, pois aprendi como incluir mais recursos em minhas aulas e refletir como eles podem colaborar com a aprendizagem, sem serem uma mera desculpa para uma aula "interessante", mas uma ferramenta de auxílio real.

De forma geral tenho feito muitos cursos on-line, tantos que nem sobra tempo de postar sobre eles no blog e só tenho lucrado com isso, melhorando minha formação e ampliando minhas perspectivas.

sábado, 9 de julho de 2011

Indisciplina na escola

Encontrei um excelente artigo com o título acima. É um dos poucos que já li que respeitam todos os aspectos envolvidos no problema. A maioria apenas culpa o professor por não ter autoridade e não ter postura. E isso lembra meu primo, futuro professor, que sempre questiona o que é, afinal, ter postura.

Marcus Tavares encontrou as palavras que eu precisava para expressar o que eu já sentia: a indisciplina é um problema social. Agora, pensemos: há como a escola, sendo uma instituição social, resolver situações que permeiam toda a sociedade?

Ao final do artigo há a seguinte pergunta: você, professor, também vivencia esta indisciplina na sua sala de aula? Como você lida com isso?

Sim, eu vivencio. E lido com isso como posso. A cada dia tentando o que parece ser mais adequado ao momento. Às vezes consigo conversar, às vezes tenho que ser rígida. O invariável é o sofrimento de todos.

Abaixo o texto na íntegra. Peço a todos que lerem que visitem a postagem original e deixem seu comentário respondendo a pergunta que eles fizeram. Este é um assunto que devemos discutir.


Por Marcus Tavares
Jornalista e professor. Editor da revistapontocom.

Indisciplina. Se você tem filhos, sobrinhos ou netos, sabe o que significa esta palavra. E, com certeza, já discutiu bastante sobre este assunto em casa. Quando a indisciplina parte então de adolescentes, o problema complica ainda mais. Que o digam os professores. É fato que a indisciplina sempre existiu no ambiente escolar, mas arrisco dizer que ela vem se tornando uma rotina desgastante, estressante e, às vezes, insustentável.
Não podemos generalizar, mas me parece que boa parte dos adolescentes perdeu completamente o respeito para com o professor. Não existe o entendimento de que o mestre, na sala de aula, é uma autoridade. É preciso deixar claro que não se trata de um autoritário, mas de alguém que tem autoridade, sim, na condução do ensino.
Sabemos que esta autoridade não é nem deve ser dada, mas cultivada e construída na escuta e no diálogo, na percepção de ambos — alunos e professores — de que há deveres e direitos. Porém, quem disse que os alunos estão interessados nesta conversa? Quem disse que os estudantes se esmeram em cumprir seus deveres? Ledo engano. Os deveres são deixados de lado. Mas os direitos…
Culpar a família ou a própria mídia pela indisciplina, como destaca a pesquisa ‘Observatório do Universo Escolar’, não resolve o problema, embora seja um bom marcador de avaliação. Afinal, são duas instâncias de ensino e de exemplos, que acabam repercutindo na escola.
Não faltam no mercado atividades e dicas de como reverter a indisciplina na sala de aula. Os professores estão atentos. Mas tenha certeza, você, leitor, que não é professor: o relacionamento com os jovens é cada vez mais difícil. Boa parte deles acha que sabe tudo e não quer viver sob regras.
Como então podem  co-existir respeito, diálogo e escuta? Como exigir respeito, diálogo e escuta numa sociedade que enaltece o individualismo e empodera a juventude. Se os adolescentes não aprendem com a família, nem com a mídia, com o que passam o maior tempo do dia, o que dirá com a escola? A indisciplina está fora de controle.

domingo, 19 de junho de 2011

A vida segue

As pessoas que cresceram comigo, que estudaram comigo, estão casando, tendo filhos, se mudando, crescendo em suas carreiras e morrendo.
 
 Fonte: busca de imagens do Google.

segunda-feira, 13 de junho de 2011

Eu mudei

Foi quase da noite pro dia, foi de uma semana para a outra.

De repente, meus medos desapareceram e parece que sempre vivi assim livre.

Sim, eu me libertei. Deve ter sido porque minha vida se tornou tão chata que alcançou o ponto do insustentável. E ao invés de me matar, matei o eu que eu era e me tornei alguém novo, que no fundo era apenas mais eu.

Sim, senhoras e senhores, eu estou vivendo. E recomendo a todos que façam o mesmo. Chega de perder tempo.

terça-feira, 24 de maio de 2011

quarta-feira, 11 de maio de 2011

domingo, 3 de abril de 2011

sexta-feira, 25 de março de 2011

Desafios da Prática Docente


Resposta dada à tarefa do curso Aplicação de Recursos da Tecnologia ao Ensino de Língua Portuguesa, do Cted.

Atualmente leciono língua portuguesa para alunos entre adolescentes e idosos. 8º e 9º anos no turno da noite, que não é EJA, mas ensino regular. Com este público tão especial em uma situação tão inusitada tenho dois desafios principais e que a princípio podem parecer o mesmo: cativá-los e não perdê-los. A dificuldade para compreender os conceitos linguísticos e gramaticais eu nem considero um desafio, considero natural nestas circunstâncias. Desafio é mantê-los frequentando, já que trabalham durante o dia, cuidam de suas famílias, não estudam há anos ou estão na mesma série há muito tempo e possuem uma baixíssima auto-estima com relação ao estudo. Alguns querem apenas um diploma e desistirão se aprender for muito difícil. Outros querem recuperar o tempo perdido e desistirão caso não aprendam ou se sintam enrolados pelos professores. Este é o desafio, dar uma aula que agrade aos dois públicos, que os mantenha satisfeitos em gastar um tempo em que poderiam estar descansando indo à escola. O segundo desafio é poder contar com a participação ativa deles, daí meu interesse em cativá-los. A ideia que estas pessoas possuem da escola é sentar em silêncio, copiar do quadro, e aceitar tudo o que o professor fala ou então que a escola é aquele lugar que você tem que ir se quiser ser alguém e tenta aguentar como pode o que aquelas pessoas falam. Mas nós, educadores, empenhados na aprendizagem real, com sentido, construída através da reflexão, sabemos não é bem assim. Mesmo que essas pessoas tenham vivido apenas variações destas situações na escola e essas ideias já estejam arraigadas como certeza é preciso tentar contorná-las. Alcançá-los, fazê-los pensar. Neste ponto acrescento ainda a necessidade de se desfazer o mito de que eles não sabem português, que é difícil, que eles não sabem escrever. Dar a eles a chance de escrever com coragem, com vontade, a chance de ler e compreender aquilo que leem, de se divertir e se emocionar. Isso só possível com uma aprendizagem reflexiva, coisa com que eles não estão acostumados e podem até rejeitar. Afirmam que dá trabalho pensar, que preferem só copiar. É preciso cativá-los para que entendam a importância de pensar. Estes são meus desafios, é isto que enfrento a cada dia de aula e em cada momento de planejamento, onde preciso elaborar estratégias para que eles aprendam, se livrem de seus preconceitos com o estudo da língua e ainda não se sintam mal de saírem do trabalho e irem direto para a escola. Sempre espero que eles possam perceber que vale à pena para mim e para eles.



quarta-feira, 23 de fevereiro de 2011

Currículo Mínimo

 A Secretaria de Estado de Educação (SEEDUC) criou o currículo mínimo para o ano de 2011. São diretrizes de habilidades, competências e conteúdos que devem ser desenvolvidos ao longo dos bimestres pelo professor. Fóruns foram realizados e houve comunicação através do site da SEEDUC para que os professores colaborassem.

Esta é uma medida emergencial. O novo Secretário de Educação assumiu disposto a dar um jeito na educação oferecida pela rede estadual. A medida inclui ainda bonificações, auxílio-cultura e auxílio-transporte.

Mas este comentário não apoia nem critica de forma negativa as medidas. Elas estão sendo implantadas com uma intenção. Impossível, no momento, ter certeza de que elas darão certo ou serão minimamente úteis.

Mas voltando ao Currículo Mínimo, vejo pontos positivos e negativos. O termo mínimo não é uma expressão. Ele propõe uma quantidade bem reduzida de conteúdos a serem explorados. Pessoalmente gostei muito dessa parte, pois haverá espaço para intervenções que respeitam e atendem as necessidades da turma. Muitos professores dizem que é conteúdo demais. Eu não sei, talvez eu estivesse sendo apenas esperançosa, mas já estou colocando em prática e esses conteúdos serão cobertos no tempo correto, sobrando tempo para acréscimos. Mas cada realidade é uma realidade, cada sala de aula é diferente da outra, assim como cada professor. Não recrimino ninguém.

Outros aspectos que considerei interessantes são: igualar o que se ensina em todas as séries e em todas as escolas e a indicação de conteúdos do SAERJ. Neste ponto são necessárias novas ressalvas.

O MEC possui um documento chamado Parâmetros Curriculares Nacionais (PCN) e a SEEDUC um denominado Proposta Curricular. Por seus nomes é possível perceber que não existe, aparentemente, nenhuma obrigatoriedade em que se siga estes documentos. O que não significa que não devam ser considerados. Ambos os documentos não dizem o que deve ser ensinado em relação a conteúdos, apenas o que deve ser considerado na escolha de tais conteúdos e como eles devem ser abordados. São documentos modernos, se baseiam na ideia de que todas as escolas seguem o sistema de Gestão Democrática e possuem Projeto Político-pedagógico (PPP). O que não acontece com a frequência necessária. A definição de conteúdos que devem ser obrigatoriamente abordados impede que cada professor ensine "o que quiser" em cada série, o que seria positivo dentro da gestão democrática, mas deixa espaço para que se ensine qualquer coisa ou se siga cegamente um livro didática. Deste modo, mudando de escola ou de professor o aluno não corre o risco de estudar algo de novo ou perder algum conteúdo.

Com relação ao SAERJ digo que é uma medida perigosa. Já são conhecidas as escolas que ignoram todo o processo de aprendizagem do aluno para treiná-los para a Prova Brasil, para que a escola tenha um bom resultado. Por outro lado, como já comentei aqui, muitos professores desconhecem o SAERJ e o que ele avalia. Tudo bem, nada que o Google não resolva, mas já que nem o Google deu um jeito nisso (ainda assim posso concordar que talvez as informações sejam escassas já que há pessoas que se informam e ainda têm dúvidas), o melhor, no meu modo de ver, foi a SEEDUC intervir. Espero que as escolas não passem a priorizar seus resultados no SAERJ. Neste ponto não é mesmo uma boa ideia que parte das bonificações que os educadores podem receber sejam baseadas justamente no desempenho no SAERJ.

Vou me concentrar em continuar educando. O que a SEEDUC me pede eu faço, sou sua funcionária. O que não me impede de refletir. Problemas pessoais me impediram de participar dos fóruns, eu adoraria, mas Sônia Jobim foi e conta em primeira mão. Espero que a educação melhore. Todos estamos perdendo muito.

E faço um apelo aos professores e equipes pedagógicas das escolas que reflitam e discutam esse assunto. E parem de apenas reclamar.

Formação continuada

Parece que 2011 é meu ano de sorte. Se eu não encontrar metade das dificuldades que enfrentei ano passado será um ano maravilhoso!

Ao longo do ano de 2010 tentei cursar pelo menos uma dezena de cursos, ir a congressos, mas em vão... As atividades mais formais que realizei foram um semestre da faculdade de filosofia e o curso de midiaeducação. De resto foram meus estudos por conta própria.

Mas agora posso comemorar mais: fui aceita na extensão do CECIERJ no curso de Prática Docente, nas disciplinas As relações sociais no trabalho e a saúde psicológica dos professores e Ação Docente na organização escolar.

Agora falta saber o resultado do curso de Midiaeducação e continuar estudando! E também ver se consigo me inscrever no GESTAR-II, um curso do MEC que sempre acabo deixando de cursar por motivos que me irritam muito, pois estão acima da minha vontade. Quero aproveitar para estudar o máximo possível neste primeiro semestre, já que no segundo volto com tudo para a faculdade!

domingo, 13 de fevereiro de 2011

Fato social - lingerie infantil

Achei estranho caber numa lingerie infantil até perceber que era estranho haver lingerie infantil.

Passe em frente a lojas de moda íntima e você verá conjuntos como o abaixo, que vestem muito bem garotas de 8, 9, 10 anos.



E para quem quiser argumentar que não é lingerie, mas apenas conjuntos de roupa íntima para meninas-moças, como os fabricantes e vendedores anunciam, digo que já vi modelos de oncinha com renda preta. Isso é de menina-moça? Meninas precisam de sutiã com bojo? Mesmo? Para quê?

Segue um link que também comenta o fato: http://revistatpm.uol.com.br/revista/104/badulaque/vamos-queimar-os-sutias-infantis.html

quinta-feira, 3 de fevereiro de 2011

SUS II

Há alguns dias ligaram para casa de minha sogra: finalmente a cirurgia de meu marido havia sido marcada. "De novo?" foi a resposta de minha sogra. Eles não sabiam que a operação tinha acontecido há mais de um mês.