quarta-feira, 8 de maio de 2013

QUARTO ‘CAFÉ COM DIRETORES' 2013

Foto: divulgação

Dia 25 de abril fui convidada pela secretaria estadual de educação do Rio de Janeiro (SEEDUC) a me reapresentar junto ao C. E. Almirante Frederico Villar sobre nossas boas práticas, sendo no meu caso a inclusão de alunos com necessidades especiais de aprendizagem.

A socióloga Sônia Jobim foi a convidada de honra, pois venceu o prêmio o 8º Prêmio - Construindo a Igualdade de Gênero.

 Foto: acervo

Luana Guerra falou sobre sua oficina de teatro, que tem atraído muitos alunos e é um trabalho totalmente voluntário.

Foto: acervo

Falei sobre a prática de inclusão como um parâmetro que agrega todos para o aprendizado: os que têm dificuldade e os que não têm.




Fotos: acervo

Relatei minha experiência pela busca de não deixar nenhum aluno para trás e como tenho alcançado os alunos que fazem curso de inglês e que geralmente se sentem deslocados pelo inglês básico oferecido pela escola, colocando-os como tutores.

Leia a notícia do evento aqui e veja o que outras escolas apresentaram: http://www.rj.gov.br/web/seeduc/exibeconteudo?article-id=1549066

Esta é a apresentação que eu faria, mas não houve tempo, e resume o que orienta meu trabalho. Não pude citar referências, pois são conclusões sobre estudos aliados à prática.

quinta-feira, 2 de maio de 2013

domingo, 20 de janeiro de 2013

Impressionismo: Paris e a modernidade

 

Nos dias 12 e 13 de janeiro o Centro Cultural Banco do Brasil do Rio de Janeiro realizou o último "viradão", a grande última oportunidade de ver obras impressionistas que nunca haviam estado no país ou que retornavam depois de quase duas décadas. Eu estava lá e depois de 9 horas na fila, consegui entrar no espaço reservado às obras, 12:06, já no dia 13, no último dia. Saí cansada e faminta. Mas com o espírito renovado, radiante.


A exposição Impressionismo: Paris e a Modernidade, Obras Primas do Acervo do Museu d’Orsay de Paris, França no Rio foi, de forma geral, um evento grandioso: 85 quadros, 47 artistas, 1 mês de reforma no CCBB ao custo de 11milhões, 2 anos de negociações, 10 meses de logística e mais de 200 profissionais.

A curadoria foi feita pelo próprio museu dono das obras, o Musée d'Orsay: Accueil. No saguão havia cenários com fotos do museu que abriga as obras para nos sentirmos lá e um real tocador de pífano. Nas salas de exposição a cenografia era semelhante ao museu também. E do lado de fora segurança e organização nas filas de centenas de metros.

Não há comparação entre reproduções e as obras originais. Tudo era luz e cor, tudo era vida naqueles quadros. Pessoas vivendo e sentindo, o cotidiano acontecendo. Aqui, uma fotogaleria dos quadros e aqui outra, da exposição, para se ter uma ideia do que vi.

Aqui você pode ver um catálogo feito por um visitante da exposição em São Paulo com as 85 obras, excelente. E você pode comprar o que foi publicado pelo próprio CCBB e é lindo.

Capa do catálogo vendido pela Travessa

Estes foram os que mais me emocionaram:

Colheita
Charles François Daubgny
1851


O Lago das Ninféias, Harmonia Verde
Claude Monet
1899

Neste mal pude me mover para não incomodar a moça:

Lavadeira
Paul Guigon
1860

E estes os que eu mais queria ver:


Mulher com Boá Preto                                                                  A Mulher de Luvas
Henri de Toulouse-Lautrec                                                        Henri de Toulouse-Lautrec
1892                                                                                         1890

Anacronismo

Recomendo a leitura da entrevista completa, mas este trecho já nos provoca a refletir com urgência sobre a abordagem sociolinguística. 
Entrevista com Marcos Bagno, autor do livro: Gramática Pedagógica do Português Brasileiro, Parábola Editorial 
Pode parecer inacreditável, mas muitas das prescrições da pedagogia tradicional de língua até hoje se baseiam nos usos que os escritores portugueses do século XIX faziam da língua.(...)Temos de um lado uma norma-padrão extremamente conservadora e anacrônica, que não se inspira em nenhum uso real contemporâneo. Do outro temos um conjunto de variedades urbanas prestigiadas que são, de fato, a norma empregada pelos brasileiros que tiveram acesso a uma boa educação e ocupam os postos privilegiados da sociedade. Assim, se é para ensinar alguma norma de prestígio, que seja pelo menos essa norma real, viva, que circula em nossa sociedade. (...) O trabalho de educação linguística consiste portanto em revelar aos aprendizes a existência de outros modos de falar e de escrever, diferentes daqueles que eles já trazem de sua vivência familiar e comunitária. A escola tem como função ampliar o repertório linguístico dos estudantes, principalmente pela inserção deles no mundo da cultura letrada. Ensinar a ler e a escrever é a tarefa número um da educação linguística.

Imagem retirada do mesmo site da entrevista

O alunão

Encontrei este texto de título curioso acompanhado de um comentário no site De Rerum Natura. A postagem se chamava "Os miúdos são capazes, parafraseando o texto comentado.

Me perguntei: qual a necessidade de se dizer que os alunos são capazes? Então lendo me lembrei que dentro do sistema, velada ou abertamente, logo se tira o direito de alguns ao menos tentarem, logo sendo tachados de fracassados.

O fracasso previsto de um aluno não se concretiza assim desta forma? Se tudo na vida está contra ele a escola será mais um fator a contribuir com este fracasso?

A escola não pode intervir, considerando-se todas as esferas da educação, com disponibilidade de espaço e materiais, para ao menos tentar esta tragédia antes de descartar os alunos?

Então, para que serve a escola senão para mudar a vida pelo conhecimento? Ela realmente vai assumir uma postura de rotuladora, de distribuidora de conceitos e diplomas?

José Morgado ironiza este descarte prévio do aluno. Mas não fazendo deboche e sim mostrando que não podemos brincar com este assunto.


sexta-feira, 30 de novembro de 2012

Felicidade

Quarta-feira uma aluna me perguntou se sou feliz. Uma aluna brilhante, diga-se de passagem, que no Ensino Médio lê Marx e dialoga de igual com os professores. Coisa rara nesses dias. Respondi que isso é um pouco complexo e que responderia com calma. Também pedi a ela que estabelecesse um conceito de felicidade, pois isso faz parte do debate filosófico. Levei a conversa muito a sério, já que tem sido cada vez mais difícil encontrar pessoas para conversar sobre os assuntos que gosto.

Vou começar definindo minhas crenças a respeito da felicidade. Para mim, esta é a meta humana e o sentido da vida: ser feliz. Me baseio um pouco em Aristóteles também. A felicidade está em minha vida quando encontro equilíbrio entre o que quero fazer e o que tenho que fazer. Encontro esse equilíbrio geralmente quando as duas coisas são a mesma coisa. Por exemplo, meu trabalho. Preciso de dinheiro para sobreviver, afinal, estou em uma sociedade capitalista. Ao mesmo tempo amo compartilhar o que sei e aprender junto. Ou seja, quando a realidade não me esbofeteia, lecionar é extremamente gratificante. Não é trabalho, é ofício, tem uma função muito maior que simplesmente ganhar dinheiro. Se torna algo maior que eu, pois estou totalmente naquilo.

Respondendo claramente à pergunta de minha aluna, se sou feliz, posso dizer: sim e não. Não, porque estou patologicamente triste: tenho depressão. Sim, pois, todo meu esforço está em ser feliz a cada segundo e eu geralmente consigo ser a maior parte do tempo. Minha vida é boa, estou realizando meus sonhos aos poucos com meu esforço e ajuda de outras pessoas, tenho muita gente e bicho que me ama. Há muita coisa no mundo que me deixa triste sim, mas isso é passageiro e eu tenho a séria esperança de que essas coisas vão mudar com nossos esforços.

Essa é minha resposta. Agora é sua vez: você é feliz? Por quê?

segunda-feira, 8 de outubro de 2012

Atualização do currículo

Com tantas atividades, sempre acabo usando o Linkedin para me manter organizada e não esquecer dos cursos que fiz! E como este semestre está cheio de novidades em minha vida acadêmica, como a pós-graduação em Leitura e produção textual pela UFF, atualizei meu currículo.

Encerramento do período 2012.1 - filosofia - UFRJ

Termina esta semana o 1º semestre na UFRJ. Meu 2º período de filosofia. Este é um dos trabalhos que estou entregando para encerrar. Não lamento a greve, mesmo tendo que estudar nas férias de verão. Foi um movimento válido, que lutou por dignidade.

Adeus ser caloura! Olá, futura bacharel! :)


terça-feira, 11 de setembro de 2012

Agressão

Na semana em que fui agredida em forma de cantada encontrei estes dois textos. A semana já passou, a sensação não.

Eles me fizeram pensar em como algumas vezes nos sentimos culpados quando somos agredidos e em como ao invés de recebermos suporte temos que calar nossa dor e "deixar pra lá", pois assim nos pedem.

Os textos podem não fazer este sentido, mas eles me tocaram desta forma.

Quer um copo de água com açúcar?

O que é culpa?




Planejamento de aula


O trabalho em sala é um trabalho acadêmico. Como tal se baseia em pesquisa, reflexão, método e orientação teórica. Existem professores cujas habilidades se baseiam em experimentação e improviso, mas até mesmo para eles o planejamento da aula é fundamental.

Uma aula contém um tema que será apresentado de determinado modo para determinado grupo de pessoas em determinado ambiente. Por isso o professor deve conhecer este ambiente e este grupo para apresentar o assunto proposto do melhor modo para obter os melhores resultados. Ou seja, uma aula não pode ser dada de qualquer jeito, pois assim corre-se o risco de não se alcançar objetivo algum. Objetivo este que também precisa estar pré-definido para ser alcançado.

Retirei o esquema abaixo da revista Nova Escola, que resume bem as etapas de planejamento.

Planejar requer:
  • pesquisar sempre;
  • ser criativo na elaboração da aula;
  • estabelecer prioridades e limites;
  • estar aberto para acolher o aluno e sua realidade;
  • ser flexível para replanejar sempre que necessário.
Leve sempre em conta:
  • as características e necessidades de aprendizagem dos alunos;
  • os objetivos educacionais da escola e seu projeto pedagógico;
  • o conteúdo de cada série;
  • os objetivos e seu compromisso pessoal com o ensino;
  • as condições objetivas de trabalho.
Com base nisso, defina:
  • o que vai ensinar;
  • como vai ensinar;
  • quando vai ensinar;
  • o que, como e quando avaliar.

domingo, 15 de julho de 2012

Competências, habilidades e contradições

Conheci este texto em um dos cursos que fiz no 1º semestre. Ele explica bem muitas das contradições existentes na educação brasileira. Não oferece soluções, mas nos ajuda a compreender e iniciar a reflexão em busca de maneiras de superarmos nossos problemas.Competências e Habilidades: Elementos para uma reflexão pedagógica

segunda-feira, 14 de maio de 2012

A diferença entre gênero e tema

Essa é uma daquelas coisas que parecem óbvias para quem entende do assunto, mas na verdade se trata de conceitos razoavelmente complexos e que geram muitas dúvidas e confusões.

Pergunte a alguém: "qual o tema deste texto/filme qualquer?" e verifique.


segunda-feira, 30 de abril de 2012

Gêneros Textuais



  • lypophrenia: a feeling of sadness seemingly without a cause
    drapetomania: an overwhelming urge to run away
    escapism: a mental desire to retreat from unpleasant realities through fantasy
    wanderlust: a desire to travel, to understand one’s very existence
    dysania: the state of finding it difficult to get out of bed in the morning
    sanctuary: a small safe place in a troubling world
    metathesiophobia: fear of change