Estou escrevendo com frequência, tendo ideias razoavelmente sólidas e com um estoque de coragem suficiente para poder compartilhá-las.
Até breve.
Tabby com alguns dos meus livros.
Entrevista com Marcos Bagno, autor do livro: Gramática Pedagógica do Português Brasileiro, Parábola Editorial
Pode parecer inacreditável, mas muitas das prescrições da pedagogia tradicional de língua até hoje se baseiam nos usos que os escritores portugueses do século XIX faziam da língua.(...)Temos de um lado uma norma-padrão extremamente conservadora e anacrônica, que não se inspira em nenhum uso real contemporâneo. Do outro temos um conjunto de variedades urbanas prestigiadas que são, de fato, a norma empregada pelos brasileiros que tiveram acesso a uma boa educação e ocupam os postos privilegiados da sociedade. Assim, se é para ensinar alguma norma de prestígio, que seja pelo menos essa norma real, viva, que circula em nossa sociedade. (...) O trabalho de educação linguística consiste portanto em revelar aos aprendizes a existência de outros modos de falar e de escrever, diferentes daqueles que eles já trazem de sua vivência familiar e comunitária. A escola tem como função ampliar o repertório linguístico dos estudantes, principalmente pela inserção deles no mundo da cultura letrada. Ensinar a ler e a escrever é a tarefa número um da educação linguística.
Se a educação é necessária para o fim da ignorância, do preconceito e da violência ela não pode ser impedida pelo próprio Estado.