segunda-feira, 30 de abril de 2012

Gêneros Textuais



  • lypophrenia: a feeling of sadness seemingly without a cause
    drapetomania: an overwhelming urge to run away
    escapism: a mental desire to retreat from unpleasant realities through fantasy
    wanderlust: a desire to travel, to understand one’s very existence
    dysania: the state of finding it difficult to get out of bed in the morning
    sanctuary: a small safe place in a troubling world
    metathesiophobia: fear of change

segunda-feira, 2 de abril de 2012

Projeto de lei quer impedir orientação sobre diversidade sexual nas escolas do Rio

Não participo de petições on-line, pois sei que por mais bem intencionados que estejamos ao assinar elas não possuem valor jurídico, o que as torna, muitas vezes, inúteis. Mas voltei a participar crendo que elas podem exercer alguma pressão política.

Hoje me deparei com esta petição: Pare o projeto de lei que apoia a homofobia nas escolas do RJ. Ela tenta impedir que seja votado o seguinte projeto de lei:

PROJETO DE LEI N° 1082/2011 
Veda a distribuição, exposição e divulgaçãode material  didático  contendo orientações sobre a diversidade sexual nos estabelecimentos de Ensino Fundamental e de Educação Infantil da rede pública municipal  da Cidade do Rio de Janeiro  e dá outrasprovidências.
AUTOR: Vereador Carlos Bolsonaro

Minha justificativa ao assinar a petição foi:

Se a educação é necessária para o fim da ignorância, do preconceito e da violência ela não pode ser impedida pelo próprio Estado. 

Leia o projeto de lei, cuja votação foi adiada po ter recebido emendas. Se achar pertinente, assine a petição e espalhe para o mundo.

Imagem retirada do site da petição

sábado, 31 de março de 2012

Diversidade de gênero na escola

A questão da necessidade de se observar a diversidade de gêneros presentes na escola passa pelo respeito ao indivíduo e pela de compreensão de conceitos sócio-históricos, o que é proporciona uma abordagem crítica ao estudo de disciplinas como história, geografia e literatura principalmente.

Com relação ao respeito ao indivíduo:
  • A sua escola é mista ou atende apenas a um gênero?
  • Todos são heterosexuais?
Somos presos a um padrão de "normalidade", porém, é nosso papel manter em mente a heterogeneidade de pessoas que frequentam a escola, o que é considerado uma riqueza, pois há inúmeras possiblidades de colaboração que cada um pode oferecer sendo como é. E há ainda o caráter inclusivo da escola, que aceita a todos sem distinção.

Esses são os parâmetros que a Escola deve seguir. Ela está fazendo isso de verdade ou apenas em seu discurso?

Na sua escola você teria liberdade ou se sentiria seguro para trabalhar com as seguintes músicas?

Andrew in drag - The Magnetic Fields (Letra, fico devendo uma tradução completa)
Uma pena que ela não exista
Uma vergonha ele não ser bicha
A única garota que já amei era
Andrew travestido





Michael - Franz Ferdinand (Letra e tradução)
Isto é o que eu sou, eu sou um homem
Então, venha e dance comigo, Michael

Preconceito na escola: casos pontuais

Outros casos de preconceito dentro da escola que surgiram para mim sem que eu os procurasse, foram atualizações no facebook. É importante notar que os casos de preconceito na escola não surgiram agora, mas somente agora têm sido expostos.

É importante, ainda, ficarmos atentos e repensarmos nossas práticas, pois apenas por costume ou crença podemos cometer erros que afetam seriamente a vida de alguém. Está na hora de a Escola se examinar.

Escola de SP cola texto preconceituoso sobre gatos no mural dos alunos

Estudante diz sofrer agressões por intolerância religiosa

terça-feira, 27 de março de 2012

A escola como origem do preconceito

Em minhas leituras nesta semana me deparei com dois textos que apontam a escola como não apenas mantenedora de preconceitos, mas como fomentadora, como criadora.

 Educação nos terreiros: e como a escola se relaciona com crianças de candomblé, de Stela Guedes Caputo.

Este livro acabou de ser lançado e me parece leitura essencial. Stela Guedes Caputo pesquisou por quase 20 anos e acompanhou a vida e formação de crianças que precisavam esconder sua identidade religiosa para não sofrerem preconceito na escola. Preconceito este intimamente ligado à questão racial. E mantido pelas aulas de "religião".

Primeira travesti a fazer doutorado no Brasil defende tese sobre discriminação

Luma Andrade, funcionária da educação no Ceará, vai defender tese de doutorado sobre discrimição a travestis nas escolas públicas. Ela trata de como alunos devem reagir e que os professores precisam de melhor formação para que na escola não haja nenhum preconceito. Na entrevista ela relata o que vivenciou como aluna e funcionária e como a escola gera até mesmo violência contra os homosexuais.

Esses são assuntos importantes e não podem ser ignorados. A escola tem função social e precisa refletir sobre como tem desempenhado tal papel.

domingo, 11 de março de 2012

Ética Prática, de Peter Singer

Para começar os estudos em Ética.Peter Singer - Ética Prática

De volta ao IFCS, de volta ao blog

Depois de um ano e meio finalmente destranquei a matrícula para cursar o 2º período do bacharelado em filosofia. A piada é ter sido caloura por 2 anos. É ótimo rever o IFCS.

Como a graduação não é excluisividade, tentarei cursar (se o SIGA deixar) apenas ética e estética. Ética porque as aulas de Mário Guerreiro são fabulosas. Estética porque esse é o motivo de todo esse esforço.

Postarei pouco material aqui, mas é bom estar de volta, mesmo que seja, como sempre, dessa foma decadente.

Ramon Casas Carbó

sexta-feira, 2 de março de 2012

A FÁBULA DOS PORCOS ASSADOS

(Autor desconhecido)

 

Após um incêndio num bosque onde havia porcos, os homens, acostumados a comer carne crua, experimentaram e acharam deliciosa a carne assada. Desde então, sempre que desejavam comer porco assado, incendiavam um bosque! Houve problemas, que foram sendo resolvidos com aperfeiçoamentos, criando-se um grande SISTEMA. Mas as coisas não iam lá muito bem: às vezes os animais ficavam queimados demais, em outras muito crus. O processo preocupava a todos, porque se o SISTEMA falhava, as perdas eram grandes - milhões se alimentavam de carne assada e milhões se ocupavam da tarefa de assá-los. Portanto o SISTEMA não podia falhar. Mas quanto mais crescia a escala do processo, tanto mais parecia falhar e tanto maiores eram as perdas causadas. Em razão das inúmeras deficiências, aumentavam as queixas. Era clamor geral a necessidade de reformar profundamente o SISTEMA. Congressos passaram a ser realizados anualmente para encontrar uma solução. Mas não acertavam na melhoria do SISTEMA. As causas do fracasso do SISTEMA, segundo especialistas, eram atribuídas à indisciplina dos porcos, que não ficavam onde deveriam, ou à natureza do fogo, tão difícil de controlar, ou ainda às árvores, excessivamente verdes, ou à umidade da terra, ou ao serviço de informações meteorológicas, que não acertava no lugar, no momento e na quantidade das chuvas... Como se vê as causas eram difíceis de determinar; na verdade, o sistema para assar porcos era complexo. Montou-se uma grande estrutura: maquinaria diversificada, indivíduos dedicados exclusivamente a acender o fogo - incendiários - que eram também especializados: incendiários da Zona Norte, da Zona Oeste, etc., noturnos e diurnos, com especialização em matutino e vespertino, de verão, de inverno, etc. Havia especialistas também em ventos - os anemotécnicos. Havia um Diretor Geral de Assamento e Alimentação Assada (DGAAA), um Diretor de Técnicas Ígneas (DTI, com o seu Conselho Geral de Assessores), um Administrador Geral de Reflorestamento (AGR), uma Comissão Nacional de Formação Profissional em Porcologia (CNFPP), um Instituto Superior de Cultura e Técnicas Alimentícias (ISCUTA) e o Bureau Orientador da Reforma Ígneo-Operativa (BORI). Encontrava-se em plena atividade a formação de bosques e selvas, de acordo com as mais recentes técnicas de implantação, utilizando-se regiões de baixa umidade e onde os ventos não soprariam mais do que três horas seguidas. Milhões de pessoas trabalhavam na preparação dos bosques, que depois seriam incendiados. Especialistas estrangeiros estudavam a importação das melhores árvores e sementes, fogo mais potente, etc. Havia grandes instalações para manter os porcos antes do incêndio, além de mecanismos para deixá-los sair apenas no momento oportuno. Formaram-se professores especializados na construção destas instalações. Pesquisadores trabalhavam para as universidades que preparavam os professores especializados na construção das instalações; fundações apoiavam os pesquisadores que trabalhavam para as universidades que preparavam os professores especializados na construção das instalações, etc. As soluções que os congressos sugeriam eram, por exemplo, aplicar o fogo de forma triangular, depois de atingida determinada velocidade do vento, soltar os porcos 15 minutos antes que a temperatura média da floresta atingisse 47 graus, posicionar ventiladores gigantes em direção oposta à do vento, de forma a direcionar o fogo, etc. Poucos especialistas estavam de acordo entre si; cada um baseava as suas idéias em dados e pesquisas específicos. Um dia, um incendiário categoria AB/SODM-VCH (Acendedor de Bosques especializado em Sudoeste Diurno, Matutino, com bacharelato em Verão Chuvoso), chamado João Bom-Senso, pensou e disse que o problema era muito fácil de ser resolvido - bastava matar o porco escolhido, limpar e cortar adequadamente o animal, colocando-o então sobre uma armação metálica sobre brasas, até que o efeito do calor - e não as chamas - assasse a carne. Informado sobre as idéias do funcionário, o DGAAA mandou chamá-lo ao seu gabinete e depois de ouvi-lo pacientemente, disse: – Tudo o que o senhor disse está muito bem, mas, na prática, não funciona. O que faria o senhor, por exemplo, com os anemotécnicos, caso viéssemos a aplicar sua teoria? Onde seria empregado todo o conhecimento dos acendedores de diversas especialidades? – Não sei – disse João. – E os especialistas em sementes? Em árvores importadas? E os projetistas de instalações para porcos, com as suas novas máquinas purificadoras automáticas de ar? – Não sei. – E os anemotécnicos que levaram anos especializando-se no estrangeiro, e cuja formação custou tanto dinheiro ao país? Vou mandá-los limpar porquinhos? E os conferencistas e estudiosos, que ano após ano têm trabalhado no Programa de Reforma e Melhoramentos? Que lhes faço, se a sua solução resolver tudo? Hein? – Não sei – repetiu João, encabulado. – O senhor percebe agora que a sua idéia não vem ao encontro daquilo de que necessitamos? Não vê que, se tudo fosse tão simples, os nossos especialistas já teriam encontrado a solução muito tempo atrás? Com certeza compreende que eu não posso simplesmente convocar os anemotécnicos e dizer-lhes que tudo se resume a utilizar brasinhas ... sem chamas! O que espera que eu faça aos quilômetros e quilômetros de bosques já preparados, cujas árvores são tão especializadas que não dão frutos nem têm folhas para dar sombra? Vamos, diga-me. – Não sei não, senhor. – Diga-me, em relação aos nossos três engenheiros em Suino-Piro-Tecnia, o senhor não considera que sejam personalidades científicas do mais extraordinário valor? – Sim, parece que sim. – Pois então?! O simples fato de possuirmos valiosos engenheiros em Suino-Piro-Tecnia indica que o nosso sistema é muito bom. O que faria eu com indivíduos tão importantes para o país? – Não sei. – Percebeu? O senhor tem é que trazer soluções para certos problemas específicos – por exemplo: como melhorar as anemotécnicas atualmente utilizadas, como obter mais rapidamente acendedores de Oeste (a nossa maior carência), como construir instalações para porcos com mais de sete andares. Temos que melhorar o SISTEMA, e não transformá-lo radicalmente, entende? Ao senhor, falta-lhe sensatez! – Realmente … eu estou perplexo! – respondeu o João. – Bem, agora que o senhor conhece as dimensões do problema, não ande por aí dizendo que pode resolver tudo. O problema é bem mais sério e complexo do que imagina. Agora, aqui entre nós: devo recomendar-lhe que não insista nessa sua idéia. Isso poderia trazer-lhe graves problemas a si e ao seu cargo. Não por mim … o senhor entende. Eu digo isto para o seu próprio bem, porque eu o compreendo, entendo perfeitamente o seu posicionamento, mas o senhor bem sabe que pode apanhar outro superior menos compreensivo, não é assim? João Bom-Senso, coitado, não disse nem mais um "a", sobre o assunto. Sem se despedir, meio atordoado, meio assustado, com a sensação de estar caminhando de cabeça para baixo, saiu de fininho e nunca mais ninguém o viu.

terça-feira, 24 de janeiro de 2012

Pelo direito de ser quem se é

Houve um tempo em que os negros passaram a imitar os brancos para provar que eram tão bons quanto eles, que também eram pessoas. Alisaram cabelos, adotaram suas roupas e costumes.



Houve um tempo também que foi a vez das mulheres: a vez de as mulheres tentarem provar que eram tão boas quanto qualquer outra pessoa e não um homem defeituoso. Vestiram calças e foram trabalhar.

Hoje é o tempo em que você pode ser muitas coisas. Mas mesmo que muito tenha sido conquistado, ainda falta o total respeito. Neste momento, nos resta sermos nós mesmos e provar que temos valor sendo quem somos do jeito que somos. É o momento das ações afirmativas.


Ser Sustentável com Estilo é Ser Sentir Bonita from Ser Sustentável com Estilo on Vimeo.

quarta-feira, 14 de dezembro de 2011

II Encontro Regional Pedagógico: Valorizando Práticas Docentes

9 de dezembro apresentei o tema "Inclusão Escolar: Uma realidade" representando o C. E. Almirante Frederico Villar.



Olimpíada de Língua Portuguesa – Compartilhando Práticas e Saberes

30 de novembro participei deste encontro realizado na sede da SEEDUC, no Rio. Ele foi mediado pela professora Giselle Alves e teve dois momentos: na manhã o tema foi o gênero artigo de opinião e na tarde o gênero memórias.

Foi muito gratificante, pois houve uma troca entre os professores participantes e esclarecimentos do posicionamento da SEEDUC diante das Olimpíadas de Língua Portuguesa.


Opinião por baroukh  no Videolog.tv.

sexta-feira, 2 de dezembro de 2011

5º Salão do Livro das Escolas Estaduais


Imagem retirada do site da SEEDUC.

Ontem tive a oportunidade de prestigiar o primeiro dia do 5º Salão do Livro através do C. E. Almirante Frederico Villar, onde leciono inglês, junto da professora Nilza e da professora Sonia Jobim. É a primeira vez que participo.

Neste evento organizado pela Secretaria de Educação as escolas da rede estadual do Rio de Janeiro foram convidadas a comprar livros para enriquecer os acervos com verbas fornecidas pela própria rede. Tudo estava organizado e bonito, o tema foi João do Rio e alunos de todo estado realizaram apresentações de música, teatro e dança.

Compramos muitos livros e de quebra conheci o Secretário de Educação, Wilson Risolia.

O evento é para todos da rede estadual do Rio e acontece até amanhã, 03/12, no Centro de Convenções Sul América (Av. Paulo de Frontin, esquina com Av. Presidente Vargas, no Estácio, Zona Norte do Rio de Janeiro), funcionando das 9h às 18h.

Confira a notícia e fotos da abertura no site da SEEDUC.

Foto que tirei de um painel da homenagem a João do Rio. Ele tinha belas olheiras.

terça-feira, 22 de novembro de 2011

As Polacas - Flores do Lodo

No feriado da República pude ir assistir no Centro Cultural Banco do Brasil do Rio a peça As Polacas - Flores do Lodo, de João das Neves.

A peça trata da vida das "polacas" no Brasil, mulheres vindas no leste europeu fugindo da guerra, da fome e da intolerância religiosa que acabaram na prostituição. Por isso o termo até hoje tem conotação pejorativa. Algumas já eram prostitutas e viam o Brasil como terra de grandes oportunidades. Outras foram enganadas. Mas o importante é que no final elas se uniram para manter a si e às suas raízes, mesmo se adaptando ao nosso país. Criaram uma associação de ajuda mútua, que as amparava em caso de doença, e um cemitério, onde podiam ser enterradas com dignidade dentro de sua religião.

As polacas, além de mulheres, imigrantes e prostitutas eram judias. E aqui foram rejeitadas pelos próprios judeus que vieram para cá fugindo também da perseguição religiosa na Europa. Na verdade essa rejeição dura até hoje, pois há uma briga para mantê-las fora do cemitério que elas construíram, o cemitério de Inhaúma.

A intolerância é um tema recorrente na peça, pois elas não eram aceitas pelos judeus, havia a disputa entre os diversos grupos de prostitutas e, no final de suas vidas, há a intolerância de seus filhos, que se envergonham da vida que suas mães levaram e não compreendem tudo que elas passaram para criá-los.

O sofrimento perspassa a peça no início ao fim. Há uma festa de casamento, mas pressente-se que o final não será feliz. Há momentos trágicos que soam cômicos, mas o riso, quando sai, é dolorido. Muitas desistem pelo caminho.

Tudo isto é contado na peça, de forma não linear e sendo contextualizado por imagens e música. A interação com a plateia começa antes da peça, o que torna tudo mais palpável, mais real. Afinal, aquelas personagens são pessoas e estão ali conosco.

Bestriz Kushnir, a mais famosa pesquisadora das polacas não gostou da peça. Disse que não respeita os fatos históricos. Isso eu não posso confirmar, mas garanto que a peça mais do que entreter, nos faz refletir. Pois o sofrimento e a intolerância ainda estão aí.

Além de tudo as memórias destas mulheres, que lutaram por toda sua vida está se perdendo e o teatro, mesmo que ficcionalmente, está ajudando a mantê-la.


terça-feira, 1 de novembro de 2011

Drummond

31 de outubro é uma data com tantos acontecimentos importantes para eu relembrar que acabei por não lembrar do aniversário do Poeta. Meu poeta homem favorito.

Se estivesse vivo sei que poderia ser sua amiga se tivesse coragem. No coração de sua arte sei que somos irmãos. Por isso, quando tenho algum problema eu pergunto "E agora, José?" Como quem pergunta "E agora, Carlos?"

Me rendeu muitas aulas gostosas, me rendeu alunos que apreciam ou não desgostam de poesia, me rendeu noites de namoro (e o namoro me rendeu a obra completa do Poeta).

E agora, Drummond? Agora um beijo para ti aí no além da Poesia. E manda um beijo para Pessoa que anda precisando!

"E agora você?" Conheça a obra dele aqui: http://carlos-drummond-de-andrade.blogspot.com/

 Conheça-o abaixo:


E conheça-o em documentários que não me canso de assistir!
No caminho de Drummond
Poeta de sete faces

E conheça a aula sobre Drummond!

Sequência didática

O curso acabou e a vida segue.

No curso online Sequência Didática: aprendendo por meio de resenhas aprendi a utilizar melhor as sequências didáticas. Melhor porque agora compreendo todos os aspectos do material com que estou lidando. Melhor porque agora sei adaptá-lo com segurança para meu uso. Melhor porque agora posso me juntar a um grupo de professores e elaborar uma sequência didática para minha escola.

Mas o melhor mesmo foi perceber o quanto ainda preciso aprender. Aprender porque quero, não porque minha prática exige. Aprender porque quero ir mais longe, mais fundo.

Tenho recebido muito apoio para estudar mais, me diplomar mais, buscar novos desafios e rumos. Vou me apoiar nesta força e seguir.

Obrigada Sonia e Drª. Lygia. Obrigada Wesley. E espero poder agredecer ainda mais a vocês quando chegar lá aonde quero, que é perto de vocês.

No momento me guia a frase imortalizada pelo poeta, mas não proferida primeiramente por ele:

Navegar é preciso, viver não é preciso.



PS: Fique atento ao site, pois podem iniciar novos cursos! Mais vagas para este em 2012!
PPS: 30 de novembro, no Rio, participo de evento de divulgação das Olimpíadas de Língua Portuguesa.

quarta-feira, 26 de outubro de 2011

Plágio na universidade

 Este excelente artigo analisa as questões que envolvem a ocorrência do plágio nas universidades fugindo de desculpas simplórias, mesmo sem se aprofundar. Com um título como pergunta cabe a nós refletir:

Plágio: o que fazer?
Por Joaquim Luís Coimbra
Professor na Faculdade de Psicologia da Universidade do Porto, Portugal
(...)
O plágio, como sinal, fornece uma excelente oportunidade para reflectir sobre o que a Universidade faz da juventude que a frequenta. Sem procurar identificar os antecedentes susceptíveis de explicar o problema em toda a sua abrangência e profundidade, a verdade é que a Universidade se encontra num processo de hiperespecialização que se exprime numa desinstitucionalização.
(...) 

terça-feira, 25 de outubro de 2011

Projeto do Itaú de incentivo à leitura

O Itaú está distribuindo um kit de três livros infantis. Para receber basta se cadastrar com CPF. É de graça e não precisa ser cliente do banco.

Esse ano já recebi deles através da revista Nova Escola 4 livros infantis de qualidade, com temas bem variados e cativantes, por isso confio na iniciativa. Esses livros estavam à disposição nas agências, era só solicitar, mas como comprei a revista e ganhei não retirei os que estavam disponíveis no banco.

Desta vez é bem mais fácil, é só pedir e receber em casa, o prazo é de 20 dias. Mesmo que você não tenha filhos pequenos, solicite os livros e leia para alguém, dê de presente ou use em sala de aula. O importante é espalhar os livros e a leitura.

Clique abaixo e ajude neste movimento. Leia para si e para alguém. Divulgue!

http://www.itau.com.br/itaucrianca

sábado, 22 de outubro de 2011

O preço da feminilidade

Ser mulher envolve alguns rituais que estão relacionados com a estética do que é uma mulher, são rituais que tornam feminina a fêmea humana. Os mais básicos são maquiagem, cuidado com os cabelos/ida ao cabeleireiro, manicure e pedicure e depilação. Não vou entrar nas minúcias da vestimenta feminina.

Vivendo em uma sociedade capitalista e consumista esses ritos são pagos e essenciais. Pelo menos para muitas. E continuando na questão econômina, façamos as contas de gastos básicos:
  • Manicure e pedicure: R$ 18,00 uma vez por semana = R$ 72,00
  • Hidratação e escova: R$ 35,00 uma vez por quinzena = R$ 70,00
  • Depilação: buço, sobrancelha, pernas, axilas e virilha uma vez por mês = R$ 70,00
  • Total: R$ 212,00
Ou seja:
  • 8 sanduíches no Subway,
  • 3 revistas de moda e um livro,
  • A vacinação de um gato e dois apadrinhamentos no Adote um gatinho
  • Ou uma opéra no Theatro Municipal do Rio de Janeiro
  • Total: R$ 212,00
Eu que não vou pagar pra ser mulher!

Educação: benefício


Ontem ouvi uma história muito interessante e inesperada. Foi muita sorte.

Um senhor desceu comigo do ônibus e como seguíamos pelo mesmo caminho ele puxou assunto. Perguntou-me se eu estudava em uma cidade morando em outra e eu expliquei que na verdade era professora e que sim, morava em uma cidade e trabalhava em outra, que verdade morava no Rio e vinha trabalhar aqui.

Então ele me perguntou se eu conhecia Campos – sim, conheço – e disse que na roça as professoras tinham que andar uma distância como a de Campos até Macaé para dar aulas, por isso elas ficavam na casa dele e voltavam para suas próprias casas apenas no final de semana. Era uma casa grande, havia comida, não havia problema. E apesar de ele receber uma ajuda de custo do governo por manter as professoras em sua casa ele disse que não precisava.

O importante era o benefício para as crianças.

Despedimo-nos. Foi um prazer conhecê-lo. 

Imagem do filme "Ser e ter", retirada daqui.