Não estou falando de 1929. Nem de relevo.
Estou falando de mim. De mim e de uma doença que me acompanha há alguns anos.
Para muitas pessoas é preguiça, é desculpa. Para a maioria é incompressível. Mas eu tenho uma doença que não me deixa ser feliz. Resultado de algumas coisas que vivi e de outras que ainda não consigo viver. E de meu cérebro não conseguir processar bem a serotonina.
Cada dia uma batalha: levantar da cama, comer, vestir, trabalhar, me deitar novamente. Tudo isso que é tão simples para todos é dificílimo para mim. O que me resta de fácil na vida é ler, mas nem sempre. É o único escape que tenho enquanto todos meus outro desejos ficam em espera.
Com este post não espero piedade para comigo. Mas seria bom se a compreensão geral sobre essa doença, principalmente de que é uma doença e não falta de vergonha na cara, se espalhasse.
Enquanto isso busco me curar.
Retirado de http://sonhodeliberdadecleo.blogspot.com/2011/09/depressao.html
terça-feira, 27 de setembro de 2011
terça-feira, 13 de setembro de 2011
Roda de leitura e brainstorming
Hoje o dia foi puxado. Roda de leitura de poesia no 8º ano e brainstorming no 9º. Pena não estar com uma câmera lá. Um aluno leu poemas que sabia de cor e todos se apoiaram, pois havia a timidez e as dificuldades. O brainstorming foi uma atividade bastante produtiva (apesar de difícil de controlar), pois quando alguém não tinha ideias podia contar com os colegas para resolver os problemas criativos!
Agora penso em testar fanfics.
Imagem retirada de http://peixinho-de-prata.blogspot.com/2010/06/roda-dos-livros-book-wheel.html
sábado, 10 de setembro de 2011
EAD
Get More Awesome Photos at www.relatableblog.com
É só uma brincadeira, eu não adio. Além de estudar ser divertido para mim, o facebook e o google abertos me dão pausas para descansar. Fazendo tantos cursos ao mesmo tempo, adiar significa não fazer.
quarta-feira, 31 de agosto de 2011
Curso Sequência didática: aprendendo por meio de resenhas
Adiei a conclusão da especialização pelo Cederj e cancelado os cursos do 2º semestre do CTED para ter tempo de realizar a formação continuada da Seeduc concomitante com a pós-graduação em língua portuguesa, mas eis que surge uma oportunidade que se não é única está agora diante de mim e eu a buscava há mais de um ano: um curso de sequência didática.
Ao me inscrever tive que me justificar:
A quem interessar, fica o link: http://www.escrevendo.cenpec.org.br/ecf/index.php?option=com_content&view=section&layout=blog&id=29&Itemid=801
Basta ser professor da rede pública para participar.
Ao me inscrever tive que me justificar:
Por que pretende participar do curso Sequências Didática: aprendendo por meio de resenha?:Ao ter contato com as sequências didáticas das olimpíadas de língua portuguesa e colocá-las em prática percebi que elas aumentavam as chances de sucesso de aprendizagem dos alunos por garantirem um contato progressivo e reflexivo com os novos conhecimentos. Busquei formas de aprender a criar minhas próprias sequências mas não consegui. Esta é a oportunidade que esperava.Tenho enorme amor pela Olimpíadas de Língua Portuguesa Escrevendo o Futuro. O tanto que ela permitiu que meus alunos avançassem! Por isso quero ser capaz de planejar aulas como aquelas, melhores do que são agora, e realmente não havia encontrado um curso ou material para ler que pudesse me ensinar isto.
A quem interessar, fica o link: http://www.escrevendo.cenpec.org.br/ecf/index.php?option=com_content&view=section&layout=blog&id=29&Itemid=801
Basta ser professor da rede pública para participar.
Greve, escola e educação - um artigo polêmico
Após concluir o curso Por dentro dos Meios continuei acompanhando a Revistapontocom, que traz muitos artigos bons sobre mídia e educação. Semana passa foi publicado lá um artigo apresentando a proposta para repensarmos o valor das greves, já que atualmente elas não funcionam como deveriam. A discussão está ardendo!
Abaixo um trecho. Clique para ler na íntegra e participar dos comentários.
Por Denise Vilardo
Professora da Rede Pública Municipal RJ, coordenadora Pedagógica do Colégio Graham Bell e colaboradora da Fundação Darcy Ribeiro. Sem duvidar da legitimidade dos argumentos que levaram e levam os profissionais da educação a fazerem greves, creio que esta é uma estratégia que já não frutifica há tempos. Ou melhor, frutifica sempre para o lado negativo da questão. Quem perde é sempre o aluno.
sexta-feira, 29 de julho de 2011
Eu sou o seu professor! - Atividade da formação continuada do Seeduc-RJ
Depois de assistir ao vídeo da "Amanda Gurgel". Contribua na wiki "Professor Hoje" com uma atividade ou característica ou perfil do professor frente aos alunos nativos digitais.Ser professor hoje é, de certa forma, como ser professor sempre: o desafio de ensinar é o mesmo em qualquer época. Hoje, porém, o nosso contexto de trabalho comporta complexidades que não existiam antes. Não devemos pensar que o passado era melhor. O importante agora é compreender com o que estamos lidando. O mundo mudou. As pessoas mudaram. É isso que estamos enfrentando. Enquanto a tecnologia avança a humanidade parece estar em retrocesso e os processos humanos parecem estar se tornando ultrapassados diante do virtual e do digital. Entro em sala e não vejo respeito nem consigo nem com o outro. Não há fraternidade. Não há amor ao conhecimento. Não nos enganemos de que ao saber usar a internet nossos alunos sabem tanta coisa. A maioria das pessoas na internet, mesmo na 2.0 é mero espectador e consumidor. Repassar um video pode ser colaborar, mas não é criar. E nossos alunos são assim. Sem contar que nos preocupamos aqui tanto com os alunos digitais e nos esquecemos que grande parte de nossa clientela é pobre. Muitos nunca usaram um computador. Não podemos deixá-los de lado. Devemos ajudar nossos alunos a usar essas novas ferramentas. Devemos utilizá-las em nossas aulas, pois são úteis. Devemos formá-los para esta nova realidade sim, mas devemos observar bem a realidade de nossos alunos e compreender o que realmente precisam com relação ao aprendizado, seja ele digital ou não. Não podemos acompanhar o sentimento deste mundo e esquecer o humano que há em cada aluno.
domingo, 24 de julho de 2011
A importância das novas tecnologias no aprendizado das crianças
Quadro do Bom Dia Rio comenta o uso das tecnologias na educação e o auxílio-cultura da rede estadual do Rio de janeiro. Recebi e comprei livros para meu prazer e enriquecimento e um violão para usar nas aulas.
Olhando os arquivos do meu blog é possível ver que fiz um curso de TICs (tecnologias da informação e comunicação) ano passado e me beneficiei muito, pois aprendi como incluir mais recursos em minhas aulas e refletir como eles podem colaborar com a aprendizagem, sem serem uma mera desculpa para uma aula "interessante", mas uma ferramenta de auxílio real.
De forma geral tenho feito muitos cursos on-line, tantos que nem sobra tempo de postar sobre eles no blog e só tenho lucrado com isso, melhorando minha formação e ampliando minhas perspectivas.
Olhando os arquivos do meu blog é possível ver que fiz um curso de TICs (tecnologias da informação e comunicação) ano passado e me beneficiei muito, pois aprendi como incluir mais recursos em minhas aulas e refletir como eles podem colaborar com a aprendizagem, sem serem uma mera desculpa para uma aula "interessante", mas uma ferramenta de auxílio real.
De forma geral tenho feito muitos cursos on-line, tantos que nem sobra tempo de postar sobre eles no blog e só tenho lucrado com isso, melhorando minha formação e ampliando minhas perspectivas.
sábado, 9 de julho de 2011
Indisciplina na escola
Encontrei um excelente artigo com o título acima. É um dos poucos que já li que respeitam todos os aspectos envolvidos no problema. A maioria apenas culpa o professor por não ter autoridade e não ter postura. E isso lembra meu primo, futuro professor, que sempre questiona o que é, afinal, ter postura.
Marcus Tavares encontrou as palavras que eu precisava para expressar o que eu já sentia: a indisciplina é um problema social. Agora, pensemos: há como a escola, sendo uma instituição social, resolver situações que permeiam toda a sociedade?
Ao final do artigo há a seguinte pergunta: você, professor, também vivencia esta indisciplina na sua sala de aula? Como você lida com isso?
Sim, eu vivencio. E lido com isso como posso. A cada dia tentando o que parece ser mais adequado ao momento. Às vezes consigo conversar, às vezes tenho que ser rígida. O invariável é o sofrimento de todos.
Abaixo o texto na íntegra. Peço a todos que lerem que visitem a postagem original e deixem seu comentário respondendo a pergunta que eles fizeram. Este é um assunto que devemos discutir.
Marcus Tavares encontrou as palavras que eu precisava para expressar o que eu já sentia: a indisciplina é um problema social. Agora, pensemos: há como a escola, sendo uma instituição social, resolver situações que permeiam toda a sociedade?
Ao final do artigo há a seguinte pergunta: você, professor, também vivencia esta indisciplina na sua sala de aula? Como você lida com isso?
Sim, eu vivencio. E lido com isso como posso. A cada dia tentando o que parece ser mais adequado ao momento. Às vezes consigo conversar, às vezes tenho que ser rígida. O invariável é o sofrimento de todos.
Abaixo o texto na íntegra. Peço a todos que lerem que visitem a postagem original e deixem seu comentário respondendo a pergunta que eles fizeram. Este é um assunto que devemos discutir.
Por Marcus Tavares
Jornalista e professor. Editor da revistapontocom.
Indisciplina. Se você tem filhos, sobrinhos ou netos, sabe o que significa esta palavra. E, com certeza, já discutiu bastante sobre este assunto em casa. Quando a indisciplina parte então de adolescentes, o problema complica ainda mais. Que o digam os professores. É fato que a indisciplina sempre existiu no ambiente escolar, mas arrisco dizer que ela vem se tornando uma rotina desgastante, estressante e, às vezes, insustentável.
Não podemos generalizar, mas me parece que boa parte dos adolescentes perdeu completamente o respeito para com o professor. Não existe o entendimento de que o mestre, na sala de aula, é uma autoridade. É preciso deixar claro que não se trata de um autoritário, mas de alguém que tem autoridade, sim, na condução do ensino.
Sabemos que esta autoridade não é nem deve ser dada, mas cultivada e construída na escuta e no diálogo, na percepção de ambos — alunos e professores — de que há deveres e direitos. Porém, quem disse que os alunos estão interessados nesta conversa? Quem disse que os estudantes se esmeram em cumprir seus deveres? Ledo engano. Os deveres são deixados de lado. Mas os direitos…
Culpar a família ou a própria mídia pela indisciplina, como destaca a pesquisa ‘Observatório do Universo Escolar’, não resolve o problema, embora seja um bom marcador de avaliação. Afinal, são duas instâncias de ensino e de exemplos, que acabam repercutindo na escola.
Não faltam no mercado atividades e dicas de como reverter a indisciplina na sala de aula. Os professores estão atentos. Mas tenha certeza, você, leitor, que não é professor: o relacionamento com os jovens é cada vez mais difícil. Boa parte deles acha que sabe tudo e não quer viver sob regras.
Como então podem co-existir respeito, diálogo e escuta? Como exigir respeito, diálogo e escuta numa sociedade que enaltece o individualismo e empodera a juventude. Se os adolescentes não aprendem com a família, nem com a mídia, com o que passam o maior tempo do dia, o que dirá com a escola? A indisciplina está fora de controle.
domingo, 19 de junho de 2011
A vida segue
As pessoas que cresceram comigo, que estudaram comigo, estão casando, tendo filhos, se mudando, crescendo em suas carreiras e morrendo.
Fonte: busca de imagens do Google.
segunda-feira, 13 de junho de 2011
Eu mudei
Foi quase da noite pro dia, foi de uma semana para a outra.
De repente, meus medos desapareceram e parece que sempre vivi assim livre.
Sim, eu me libertei. Deve ter sido porque minha vida se tornou tão chata que alcançou o ponto do insustentável. E ao invés de me matar, matei o eu que eu era e me tornei alguém novo, que no fundo era apenas mais eu.
Sim, senhoras e senhores, eu estou vivendo. E recomendo a todos que façam o mesmo. Chega de perder tempo.
De repente, meus medos desapareceram e parece que sempre vivi assim livre.
Sim, eu me libertei. Deve ter sido porque minha vida se tornou tão chata que alcançou o ponto do insustentável. E ao invés de me matar, matei o eu que eu era e me tornei alguém novo, que no fundo era apenas mais eu.
Sim, senhoras e senhores, eu estou vivendo. E recomendo a todos que façam o mesmo. Chega de perder tempo.
domingo, 5 de junho de 2011
Viver e aprender: o outro lado da história
MEC reune e divulga textos que mostram outro ponto de vista da polêmica em torno da questão linguística no volume da coleção Viver e Aprender.
Acesse aqui.
Acesse aqui.
terça-feira, 24 de maio de 2011
Algo que aumenta minha curiosidade de descobrir o mundo
Retirado de: http://10paezinhos.blog.uol.com.br/
São artistas que adoro.
Acho que não existe algo que eu ame mais do que quadrinhos. Amo mais do que filosofia.
sábado, 7 de maio de 2011
sábado, 30 de abril de 2011
domingo, 3 de abril de 2011
EJA- Inclusão Digital
Material de apoio para projeto que estou desenvolvendo com colegas professores.
EJA- Inclusão Digital
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sexta-feira, 25 de março de 2011
Desafios da Prática Docente
Resposta dada à tarefa do curso Aplicação de Recursos da Tecnologia ao Ensino de Língua Portuguesa, do Cted.
Atualmente leciono língua portuguesa para alunos entre adolescentes e idosos. 8º e 9º anos no turno da noite, que não é EJA, mas ensino regular. Com este público tão especial em uma situação tão inusitada tenho dois desafios principais e que a princípio podem parecer o mesmo: cativá-los e não perdê-los. A dificuldade para compreender os conceitos linguísticos e gramaticais eu nem considero um desafio, considero natural nestas circunstâncias. Desafio é mantê-los frequentando, já que trabalham durante o dia, cuidam de suas famílias, não estudam há anos ou estão na mesma série há muito tempo e possuem uma baixíssima auto-estima com relação ao estudo. Alguns querem apenas um diploma e desistirão se aprender for muito difícil. Outros querem recuperar o tempo perdido e desistirão caso não aprendam ou se sintam enrolados pelos professores. Este é o desafio, dar uma aula que agrade aos dois públicos, que os mantenha satisfeitos em gastar um tempo em que poderiam estar descansando indo à escola. O segundo desafio é poder contar com a participação ativa deles, daí meu interesse em cativá-los. A ideia que estas pessoas possuem da escola é sentar em silêncio, copiar do quadro, e aceitar tudo o que o professor fala ou então que a escola é aquele lugar que você tem que ir se quiser ser alguém e tenta aguentar como pode o que aquelas pessoas falam. Mas nós, educadores, empenhados na aprendizagem real, com sentido, construída através da reflexão, sabemos não é bem assim. Mesmo que essas pessoas tenham vivido apenas variações destas situações na escola e essas ideias já estejam arraigadas como certeza é preciso tentar contorná-las. Alcançá-los, fazê-los pensar. Neste ponto acrescento ainda a necessidade de se desfazer o mito de que eles não sabem português, que é difícil, que eles não sabem escrever. Dar a eles a chance de escrever com coragem, com vontade, a chance de ler e compreender aquilo que leem, de se divertir e se emocionar. Isso só possível com uma aprendizagem reflexiva, coisa com que eles não estão acostumados e podem até rejeitar. Afirmam que dá trabalho pensar, que preferem só copiar. É preciso cativá-los para que entendam a importância de pensar. Estes são meus desafios, é isto que enfrento a cada dia de aula e em cada momento de planejamento, onde preciso elaborar estratégias para que eles aprendam, se livrem de seus preconceitos com o estudo da língua e ainda não se sintam mal de saírem do trabalho e irem direto para a escola. Sempre espero que eles possam perceber que vale à pena para mim e para eles.
quarta-feira, 23 de fevereiro de 2011
Currículo Mínimo
A Secretaria de Estado de Educação (SEEDUC) criou o currículo mínimo para o ano de 2011. São diretrizes de habilidades, competências e conteúdos que devem ser desenvolvidos ao longo dos bimestres pelo professor. Fóruns foram realizados e houve comunicação através do site da SEEDUC para que os professores colaborassem.
Esta é uma medida emergencial. O novo Secretário de Educação assumiu disposto a dar um jeito na educação oferecida pela rede estadual. A medida inclui ainda bonificações, auxílio-cultura e auxílio-transporte.
Mas este comentário não apoia nem critica de forma negativa as medidas. Elas estão sendo implantadas com uma intenção. Impossível, no momento, ter certeza de que elas darão certo ou serão minimamente úteis.
Mas voltando ao Currículo Mínimo, vejo pontos positivos e negativos. O termo mínimo não é uma expressão. Ele propõe uma quantidade bem reduzida de conteúdos a serem explorados. Pessoalmente gostei muito dessa parte, pois haverá espaço para intervenções que respeitam e atendem as necessidades da turma. Muitos professores dizem que é conteúdo demais. Eu não sei, talvez eu estivesse sendo apenas esperançosa, mas já estou colocando em prática e esses conteúdos serão cobertos no tempo correto, sobrando tempo para acréscimos. Mas cada realidade é uma realidade, cada sala de aula é diferente da outra, assim como cada professor. Não recrimino ninguém.
Outros aspectos que considerei interessantes são: igualar o que se ensina em todas as séries e em todas as escolas e a indicação de conteúdos do SAERJ. Neste ponto são necessárias novas ressalvas.
O MEC possui um documento chamado Parâmetros Curriculares Nacionais (PCN) e a SEEDUC um denominado Proposta Curricular. Por seus nomes é possível perceber que não existe, aparentemente, nenhuma obrigatoriedade em que se siga estes documentos. O que não significa que não devam ser considerados. Ambos os documentos não dizem o que deve ser ensinado em relação a conteúdos, apenas o que deve ser considerado na escolha de tais conteúdos e como eles devem ser abordados. São documentos modernos, se baseiam na ideia de que todas as escolas seguem o sistema de Gestão Democrática e possuem Projeto Político-pedagógico (PPP). O que não acontece com a frequência necessária. A definição de conteúdos que devem ser obrigatoriamente abordados impede que cada professor ensine "o que quiser" em cada série, o que seria positivo dentro da gestão democrática, mas deixa espaço para que se ensine qualquer coisa ou se siga cegamente um livro didática. Deste modo, mudando de escola ou de professor o aluno não corre o risco de estudar algo de novo ou perder algum conteúdo.
Com relação ao SAERJ digo que é uma medida perigosa. Já são conhecidas as escolas que ignoram todo o processo de aprendizagem do aluno para treiná-los para a Prova Brasil, para que a escola tenha um bom resultado. Por outro lado, como já comentei aqui, muitos professores desconhecem o SAERJ e o que ele avalia. Tudo bem, nada que o Google não resolva, mas já que nem o Google deu um jeito nisso (ainda assim posso concordar que talvez as informações sejam escassas já que há pessoas que se informam e ainda têm dúvidas), o melhor, no meu modo de ver, foi a SEEDUC intervir. Espero que as escolas não passem a priorizar seus resultados no SAERJ. Neste ponto não é mesmo uma boa ideia que parte das bonificações que os educadores podem receber sejam baseadas justamente no desempenho no SAERJ.
Vou me concentrar em continuar educando. O que a SEEDUC me pede eu faço, sou sua funcionária. O que não me impede de refletir. Problemas pessoais me impediram de participar dos fóruns, eu adoraria, mas Sônia Jobim foi e conta em primeira mão. Espero que a educação melhore. Todos estamos perdendo muito.
E faço um apelo aos professores e equipes pedagógicas das escolas que reflitam e discutam esse assunto. E parem de apenas reclamar.
Esta é uma medida emergencial. O novo Secretário de Educação assumiu disposto a dar um jeito na educação oferecida pela rede estadual. A medida inclui ainda bonificações, auxílio-cultura e auxílio-transporte.
Mas este comentário não apoia nem critica de forma negativa as medidas. Elas estão sendo implantadas com uma intenção. Impossível, no momento, ter certeza de que elas darão certo ou serão minimamente úteis.
Mas voltando ao Currículo Mínimo, vejo pontos positivos e negativos. O termo mínimo não é uma expressão. Ele propõe uma quantidade bem reduzida de conteúdos a serem explorados. Pessoalmente gostei muito dessa parte, pois haverá espaço para intervenções que respeitam e atendem as necessidades da turma. Muitos professores dizem que é conteúdo demais. Eu não sei, talvez eu estivesse sendo apenas esperançosa, mas já estou colocando em prática e esses conteúdos serão cobertos no tempo correto, sobrando tempo para acréscimos. Mas cada realidade é uma realidade, cada sala de aula é diferente da outra, assim como cada professor. Não recrimino ninguém.
Outros aspectos que considerei interessantes são: igualar o que se ensina em todas as séries e em todas as escolas e a indicação de conteúdos do SAERJ. Neste ponto são necessárias novas ressalvas.
O MEC possui um documento chamado Parâmetros Curriculares Nacionais (PCN) e a SEEDUC um denominado Proposta Curricular. Por seus nomes é possível perceber que não existe, aparentemente, nenhuma obrigatoriedade em que se siga estes documentos. O que não significa que não devam ser considerados. Ambos os documentos não dizem o que deve ser ensinado em relação a conteúdos, apenas o que deve ser considerado na escolha de tais conteúdos e como eles devem ser abordados. São documentos modernos, se baseiam na ideia de que todas as escolas seguem o sistema de Gestão Democrática e possuem Projeto Político-pedagógico (PPP). O que não acontece com a frequência necessária. A definição de conteúdos que devem ser obrigatoriamente abordados impede que cada professor ensine "o que quiser" em cada série, o que seria positivo dentro da gestão democrática, mas deixa espaço para que se ensine qualquer coisa ou se siga cegamente um livro didática. Deste modo, mudando de escola ou de professor o aluno não corre o risco de estudar algo de novo ou perder algum conteúdo.
Com relação ao SAERJ digo que é uma medida perigosa. Já são conhecidas as escolas que ignoram todo o processo de aprendizagem do aluno para treiná-los para a Prova Brasil, para que a escola tenha um bom resultado. Por outro lado, como já comentei aqui, muitos professores desconhecem o SAERJ e o que ele avalia. Tudo bem, nada que o Google não resolva, mas já que nem o Google deu um jeito nisso (ainda assim posso concordar que talvez as informações sejam escassas já que há pessoas que se informam e ainda têm dúvidas), o melhor, no meu modo de ver, foi a SEEDUC intervir. Espero que as escolas não passem a priorizar seus resultados no SAERJ. Neste ponto não é mesmo uma boa ideia que parte das bonificações que os educadores podem receber sejam baseadas justamente no desempenho no SAERJ.
Vou me concentrar em continuar educando. O que a SEEDUC me pede eu faço, sou sua funcionária. O que não me impede de refletir. Problemas pessoais me impediram de participar dos fóruns, eu adoraria, mas Sônia Jobim foi e conta em primeira mão. Espero que a educação melhore. Todos estamos perdendo muito.
E faço um apelo aos professores e equipes pedagógicas das escolas que reflitam e discutam esse assunto. E parem de apenas reclamar.
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