Houve um tempo em que os negros passaram a imitar os brancos para provar que eram tão bons quanto eles, que também eram pessoas. Alisaram cabelos, adotaram suas roupas e costumes.
Houve um tempo também que foi a vez das mulheres: a vez de as mulheres tentarem provar que eram tão boas quanto qualquer outra pessoa e não um homem defeituoso. Vestiram calças e foram trabalhar.
Hoje é o tempo em que você pode ser muitas coisas. Mas mesmo que muito tenha sido conquistado, ainda falta o total respeito. Neste momento, nos resta sermos nós mesmos e provar que temos valor sendo quem somos do jeito que somos. É o momento das ações afirmativas.
Ser Sustentável com Estilo é Ser Sentir Bonita from Ser Sustentável com Estilo on Vimeo.
terça-feira, 24 de janeiro de 2012
quarta-feira, 14 de dezembro de 2011
II Encontro Regional Pedagógico: Valorizando Práticas Docentes
9 de dezembro apresentei o tema "Inclusão Escolar: Uma realidade" representando o C. E. Almirante Frederico Villar.
Inclusão Escolar: uma realidade
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Olimpíada de Língua Portuguesa – Compartilhando Práticas e Saberes
30 de novembro participei deste encontro realizado na sede da SEEDUC, no Rio. Ele foi mediado pela professora Giselle Alves e teve dois momentos: na manhã o tema foi o gênero artigo de opinião e na tarde o gênero memórias.
Foi muito gratificante, pois houve uma troca entre os professores participantes e esclarecimentos do posicionamento da SEEDUC diante das Olimpíadas de Língua Portuguesa.
Opinião por baroukh no Videolog.tv.
Foi muito gratificante, pois houve uma troca entre os professores participantes e esclarecimentos do posicionamento da SEEDUC diante das Olimpíadas de Língua Portuguesa.
Opinião por baroukh no Videolog.tv.
sexta-feira, 2 de dezembro de 2011
5º Salão do Livro das Escolas Estaduais
Imagem retirada do site da SEEDUC.
Ontem tive a oportunidade de prestigiar o primeiro dia do 5º Salão do Livro através do C. E. Almirante Frederico Villar, onde leciono inglês, junto da professora Nilza e da professora Sonia Jobim. É a primeira vez que participo.
Neste evento organizado pela Secretaria de Educação as escolas da rede estadual do Rio de Janeiro foram convidadas a comprar livros para enriquecer os acervos com verbas fornecidas pela própria rede. Tudo estava organizado e bonito, o tema foi João do Rio e alunos de todo estado realizaram apresentações de música, teatro e dança.
Compramos muitos livros e de quebra conheci o Secretário de Educação, Wilson Risolia.
O evento é para todos da rede estadual do Rio e acontece até amanhã, 03/12, no Centro de Convenções Sul América (Av. Paulo de Frontin, esquina com Av. Presidente Vargas, no Estácio, Zona Norte do Rio de Janeiro), funcionando das 9h às 18h.
Confira a notícia e fotos da abertura no site da SEEDUC.
Foto que tirei de um painel da homenagem a João do Rio. Ele tinha belas olheiras.
terça-feira, 22 de novembro de 2011
As Polacas - Flores do Lodo
No feriado da República pude ir assistir no Centro Cultural Banco do Brasil do Rio a peça As Polacas - Flores do Lodo, de João das Neves.
A peça trata da vida das "polacas" no Brasil, mulheres vindas no leste europeu fugindo da guerra, da fome e da intolerância religiosa que acabaram na prostituição. Por isso o termo até hoje tem conotação pejorativa. Algumas já eram prostitutas e viam o Brasil como terra de grandes oportunidades. Outras foram enganadas. Mas o importante é que no final elas se uniram para manter a si e às suas raízes, mesmo se adaptando ao nosso país. Criaram uma associação de ajuda mútua, que as amparava em caso de doença, e um cemitério, onde podiam ser enterradas com dignidade dentro de sua religião.
As polacas, além de mulheres, imigrantes e prostitutas eram judias. E aqui foram rejeitadas pelos próprios judeus que vieram para cá fugindo também da perseguição religiosa na Europa. Na verdade essa rejeição dura até hoje, pois há uma briga para mantê-las fora do cemitério que elas construíram, o cemitério de Inhaúma.
A intolerância é um tema recorrente na peça, pois elas não eram aceitas pelos judeus, havia a disputa entre os diversos grupos de prostitutas e, no final de suas vidas, há a intolerância de seus filhos, que se envergonham da vida que suas mães levaram e não compreendem tudo que elas passaram para criá-los.
O sofrimento perspassa a peça no início ao fim. Há uma festa de casamento, mas pressente-se que o final não será feliz. Há momentos trágicos que soam cômicos, mas o riso, quando sai, é dolorido. Muitas desistem pelo caminho.
Tudo isto é contado na peça, de forma não linear e sendo contextualizado por imagens e música. A interação com a plateia começa antes da peça, o que torna tudo mais palpável, mais real. Afinal, aquelas personagens são pessoas e estão ali conosco.
Bestriz Kushnir, a mais famosa pesquisadora das polacas não gostou da peça. Disse que não respeita os fatos históricos. Isso eu não posso confirmar, mas garanto que a peça mais do que entreter, nos faz refletir. Pois o sofrimento e a intolerância ainda estão aí.
Além de tudo as memórias destas mulheres, que lutaram por toda sua vida está se perdendo e o teatro, mesmo que ficcionalmente, está ajudando a mantê-la.
A peça trata da vida das "polacas" no Brasil, mulheres vindas no leste europeu fugindo da guerra, da fome e da intolerância religiosa que acabaram na prostituição. Por isso o termo até hoje tem conotação pejorativa. Algumas já eram prostitutas e viam o Brasil como terra de grandes oportunidades. Outras foram enganadas. Mas o importante é que no final elas se uniram para manter a si e às suas raízes, mesmo se adaptando ao nosso país. Criaram uma associação de ajuda mútua, que as amparava em caso de doença, e um cemitério, onde podiam ser enterradas com dignidade dentro de sua religião.
As polacas, além de mulheres, imigrantes e prostitutas eram judias. E aqui foram rejeitadas pelos próprios judeus que vieram para cá fugindo também da perseguição religiosa na Europa. Na verdade essa rejeição dura até hoje, pois há uma briga para mantê-las fora do cemitério que elas construíram, o cemitério de Inhaúma.
A intolerância é um tema recorrente na peça, pois elas não eram aceitas pelos judeus, havia a disputa entre os diversos grupos de prostitutas e, no final de suas vidas, há a intolerância de seus filhos, que se envergonham da vida que suas mães levaram e não compreendem tudo que elas passaram para criá-los.
O sofrimento perspassa a peça no início ao fim. Há uma festa de casamento, mas pressente-se que o final não será feliz. Há momentos trágicos que soam cômicos, mas o riso, quando sai, é dolorido. Muitas desistem pelo caminho.
Tudo isto é contado na peça, de forma não linear e sendo contextualizado por imagens e música. A interação com a plateia começa antes da peça, o que torna tudo mais palpável, mais real. Afinal, aquelas personagens são pessoas e estão ali conosco.
Bestriz Kushnir, a mais famosa pesquisadora das polacas não gostou da peça. Disse que não respeita os fatos históricos. Isso eu não posso confirmar, mas garanto que a peça mais do que entreter, nos faz refletir. Pois o sofrimento e a intolerância ainda estão aí.
Além de tudo as memórias destas mulheres, que lutaram por toda sua vida está se perdendo e o teatro, mesmo que ficcionalmente, está ajudando a mantê-la.
terça-feira, 1 de novembro de 2011
Drummond
31 de outubro é uma data com tantos acontecimentos importantes para eu relembrar que acabei por não lembrar do aniversário do Poeta. Meu poeta homem favorito.
Se estivesse vivo sei que poderia ser sua amiga se tivesse coragem. No coração de sua arte sei que somos irmãos. Por isso, quando tenho algum problema eu pergunto "E agora, José?" Como quem pergunta "E agora, Carlos?"
Me rendeu muitas aulas gostosas, me rendeu alunos que apreciam ou não desgostam de poesia, me rendeu noites de namoro (e o namoro me rendeu a obra completa do Poeta).
E agora, Drummond? Agora um beijo para ti aí no além da Poesia. E manda um beijo para Pessoa que anda precisando!
"E agora você?" Conheça a obra dele aqui: http://carlos-drummond-de-andrade.blogspot.com/
Conheça-o abaixo:
E conheça-o em documentários que não me canso de assistir!
No caminho de Drummond
Poeta de sete faces
E conheça a aula sobre Drummond!
Se estivesse vivo sei que poderia ser sua amiga se tivesse coragem. No coração de sua arte sei que somos irmãos. Por isso, quando tenho algum problema eu pergunto "E agora, José?" Como quem pergunta "E agora, Carlos?"
Me rendeu muitas aulas gostosas, me rendeu alunos que apreciam ou não desgostam de poesia, me rendeu noites de namoro (e o namoro me rendeu a obra completa do Poeta).
E agora, Drummond? Agora um beijo para ti aí no além da Poesia. E manda um beijo para Pessoa que anda precisando!
"E agora você?" Conheça a obra dele aqui: http://carlos-drummond-de-andrade.blogspot.com/
Conheça-o abaixo:
E conheça-o em documentários que não me canso de assistir!
No caminho de Drummond
Poeta de sete faces
E conheça a aula sobre Drummond!
Sequência didática
O curso acabou e a vida segue.
No curso online Sequência Didática: aprendendo por meio de resenhas aprendi a utilizar melhor as sequências didáticas. Melhor porque agora compreendo todos os aspectos do material com que estou lidando. Melhor porque agora sei adaptá-lo com segurança para meu uso. Melhor porque agora posso me juntar a um grupo de professores e elaborar uma sequência didática para minha escola.
Mas o melhor mesmo foi perceber o quanto ainda preciso aprender. Aprender porque quero, não porque minha prática exige. Aprender porque quero ir mais longe, mais fundo.
Tenho recebido muito apoio para estudar mais, me diplomar mais, buscar novos desafios e rumos. Vou me apoiar nesta força e seguir.
Obrigada Sonia e Drª. Lygia. Obrigada Wesley. E espero poder agredecer ainda mais a vocês quando chegar lá aonde quero, que é perto de vocês.
No momento me guia a frase imortalizada pelo poeta, mas não proferida primeiramente por ele:
No curso online Sequência Didática: aprendendo por meio de resenhas aprendi a utilizar melhor as sequências didáticas. Melhor porque agora compreendo todos os aspectos do material com que estou lidando. Melhor porque agora sei adaptá-lo com segurança para meu uso. Melhor porque agora posso me juntar a um grupo de professores e elaborar uma sequência didática para minha escola.
Mas o melhor mesmo foi perceber o quanto ainda preciso aprender. Aprender porque quero, não porque minha prática exige. Aprender porque quero ir mais longe, mais fundo.
Tenho recebido muito apoio para estudar mais, me diplomar mais, buscar novos desafios e rumos. Vou me apoiar nesta força e seguir.
Obrigada Sonia e Drª. Lygia. Obrigada Wesley. E espero poder agredecer ainda mais a vocês quando chegar lá aonde quero, que é perto de vocês.
No momento me guia a frase imortalizada pelo poeta, mas não proferida primeiramente por ele:
Navegar é preciso, viver não é preciso.
Imagem retirada de http://www.escrevendo.cenpec.org.br/ecf/index.php?option=com_content&view=section&layout=blog&id=29&Itemid=801
PS: Fique atento ao site, pois podem iniciar novos cursos! Mais vagas para este em 2012!
PPS: 30 de novembro, no Rio, participo de evento de divulgação das Olimpíadas de Língua Portuguesa.
quarta-feira, 26 de outubro de 2011
Plágio na universidade
Este excelente artigo analisa as questões que envolvem a ocorrência do plágio nas universidades fugindo de desculpas simplórias, mesmo sem se aprofundar. Com um título como pergunta cabe a nós refletir:
Plágio: o que fazer?
Por Joaquim Luís Coimbra
Professor na Faculdade de Psicologia da Universidade do Porto, Portugal
(...)
O plágio, como sinal, fornece uma excelente oportunidade para reflectir sobre o que a Universidade faz da juventude que a frequenta. Sem procurar identificar os antecedentes susceptíveis de explicar o problema em toda a sua abrangência e profundidade, a verdade é que a Universidade se encontra num processo de hiperespecialização que se exprime numa desinstitucionalização.
(...)
terça-feira, 25 de outubro de 2011
Projeto do Itaú de incentivo à leitura
O Itaú está distribuindo um kit de três livros infantis. Para receber basta se cadastrar com CPF. É de graça e não precisa ser cliente do banco.
Esse ano já recebi deles através da revista Nova Escola 4 livros infantis de qualidade, com temas bem variados e cativantes, por isso confio na iniciativa. Esses livros estavam à disposição nas agências, era só solicitar, mas como comprei a revista e ganhei não retirei os que estavam disponíveis no banco.
Desta vez é bem mais fácil, é só pedir e receber em casa, o prazo é de 20 dias. Mesmo que você não tenha filhos pequenos, solicite os livros e leia para alguém, dê de presente ou use em sala de aula. O importante é espalhar os livros e a leitura.
Clique abaixo e ajude neste movimento. Leia para si e para alguém. Divulgue!
http://www.itau.com.br/itaucrianca
Esse ano já recebi deles através da revista Nova Escola 4 livros infantis de qualidade, com temas bem variados e cativantes, por isso confio na iniciativa. Esses livros estavam à disposição nas agências, era só solicitar, mas como comprei a revista e ganhei não retirei os que estavam disponíveis no banco.
Desta vez é bem mais fácil, é só pedir e receber em casa, o prazo é de 20 dias. Mesmo que você não tenha filhos pequenos, solicite os livros e leia para alguém, dê de presente ou use em sala de aula. O importante é espalhar os livros e a leitura.
Clique abaixo e ajude neste movimento. Leia para si e para alguém. Divulgue!
http://www.itau.com.br/itaucrianca
sábado, 22 de outubro de 2011
O preço da feminilidade
Ser mulher envolve alguns rituais que estão relacionados com a estética do que é uma mulher, são rituais que tornam feminina a fêmea humana. Os mais básicos são maquiagem, cuidado com os cabelos/ida ao cabeleireiro, manicure e pedicure e depilação. Não vou entrar nas minúcias da vestimenta feminina.
Vivendo em uma sociedade capitalista e consumista esses ritos são pagos e essenciais. Pelo menos para muitas. E continuando na questão econômina, façamos as contas de gastos básicos:
Vivendo em uma sociedade capitalista e consumista esses ritos são pagos e essenciais. Pelo menos para muitas. E continuando na questão econômina, façamos as contas de gastos básicos:
- Manicure e pedicure: R$ 18,00 uma vez por semana = R$ 72,00
- Hidratação e escova: R$ 35,00 uma vez por quinzena = R$ 70,00
- Depilação: buço, sobrancelha, pernas, axilas e virilha uma vez por mês = R$ 70,00
- Total: R$ 212,00
- 8 sanduíches no Subway,
- 3 revistas de moda e um livro,
- A vacinação de um gato e dois apadrinhamentos no Adote um gatinho
- Ou uma opéra no Theatro Municipal do Rio de Janeiro
- Total: R$ 212,00
Educação: benefício
Ontem
ouvi uma história muito interessante e inesperada. Foi muita sorte.
Um
senhor desceu comigo do ônibus e como seguíamos pelo mesmo caminho ele puxou
assunto. Perguntou-me se eu estudava em uma cidade morando em outra e eu
expliquei que na verdade era professora e que sim, morava em uma cidade e
trabalhava em outra, que verdade morava no Rio e vinha trabalhar aqui.
Então
ele me perguntou se eu conhecia Campos – sim, conheço – e disse que na roça as
professoras tinham que andar uma distância como a de Campos até Macaé para dar
aulas, por isso elas ficavam na casa dele e voltavam para suas próprias casas
apenas no final de semana. Era uma casa grande, havia comida, não havia
problema. E apesar de ele receber uma ajuda de custo do governo por manter as
professoras em sua casa ele disse que não precisava.
O
importante era o benefício para as crianças.
Despedimo-nos.
Foi um prazer conhecê-lo.
Imagem do filme "Ser e ter", retirada daqui.
quarta-feira, 19 de outubro de 2011
Capitães da areia
Resenhas do livro e do filme ficam para depois. O que me importa agora são as crianças.
Hoje um aluno emigrante da Bahia me disse que esses meninos existem, vagam pelas praias, "ladrõezinhos e malandros" em suas palavras. Gostavam de arrumar confusão.
Com os olhos abertos por Amado, olhos que já naturalmente percebem as coisas de outro modo, vi conjuntamente duas versões de uma história em apenas um relato.
Não conheço a Bahia. Grande parte de minha vida morei em uma cidade pequena. Não lembrava com a mesma carga emocional de certas coisas com que hoje me deparo no centro do Rio e demais bairros.
Moradores de rua na Região dos Lagos sempre foram escassos. Os grupos do Rio englobam 30, 70... é até onde consigo contar.
Crianças que trabalham... nunca tinha visto em Cabo Frio. Crianças, entre 4 e 8 anos, sempre há vendendo doces, correndo perigo, passando fome e frio, morando embaixo de viadutos.
Um noite, passando férias em hotel na Lapa, em uma pizzaria em frente aos arcos, uma menina de uns 6 anos vem nos vender amendoim. Eu automaticamente caio no choro, um choro difícil de conter diante de um irmão menor que esperava do lado de fora. Difícil de conter diante de todas as crianças que tem de encontrar um jeito de sobreviver por sua própria conta neste mundo.
A verdadeira definição de marginal. Uma criança.
Como aquela vendendo chocolates em Bangu às 22 horas de uma noite fria. Será que ela não estava com fome? Não pudemos descobrir, pois chorávamos.
Eu sempre choro.
No final das contas essa é a realidade: há muitas crianças em muitas ruas do mundo em muitas épocas. E só. Não há heróis, não há vítimas. Só pessoas tentando viver.
Hoje um aluno emigrante da Bahia me disse que esses meninos existem, vagam pelas praias, "ladrõezinhos e malandros" em suas palavras. Gostavam de arrumar confusão.
Com os olhos abertos por Amado, olhos que já naturalmente percebem as coisas de outro modo, vi conjuntamente duas versões de uma história em apenas um relato.
Não conheço a Bahia. Grande parte de minha vida morei em uma cidade pequena. Não lembrava com a mesma carga emocional de certas coisas com que hoje me deparo no centro do Rio e demais bairros.
Moradores de rua na Região dos Lagos sempre foram escassos. Os grupos do Rio englobam 30, 70... é até onde consigo contar.
Crianças que trabalham... nunca tinha visto em Cabo Frio. Crianças, entre 4 e 8 anos, sempre há vendendo doces, correndo perigo, passando fome e frio, morando embaixo de viadutos.
Um noite, passando férias em hotel na Lapa, em uma pizzaria em frente aos arcos, uma menina de uns 6 anos vem nos vender amendoim. Eu automaticamente caio no choro, um choro difícil de conter diante de um irmão menor que esperava do lado de fora. Difícil de conter diante de todas as crianças que tem de encontrar um jeito de sobreviver por sua própria conta neste mundo.
A verdadeira definição de marginal. Uma criança.
Como aquela vendendo chocolates em Bangu às 22 horas de uma noite fria. Será que ela não estava com fome? Não pudemos descobrir, pois chorávamos.
Eu sempre choro.
No final das contas essa é a realidade: há muitas crianças em muitas ruas do mundo em muitas épocas. E só. Não há heróis, não há vítimas. Só pessoas tentando viver.
domingo, 16 de outubro de 2011
Escapismo
Segundo a Wikipedia:
Em tempos não tão poéticos, mas ainda assim sofridos, dois estilos de moda japonesa se baseiam neste critério: fugir da realidade. São eles Mori (garota da floresta) e Ageha (borboleta).
Vamos viver sozinhas numa cabana na floresta e esquecer o quanto o mundo é mau usando nossas roupas confortáveis e fazendo artesanato.
Vamos nos tornar bonecas, assim ninguém vê que temos defeitos como qualquer ser humano. O glitter ainda ofusca o sofrimento.
Escapismo é o alívio ou a distração mental de obrigações ou realidades desagradáveis recorrendo a devaneios e imaginações.
Podemos definir escapismo também como a desconsideração da realidade.
É uma das características do Romantismo, movimento cultural do século XIX. Para os românticos, o mundo real é sempre uma frustração de seus idealismos e sonhos. Daí a rebeldia dos poetas do mal-do-século no Romantismo, onde eles procuravam se refugiar de seus problemas e um desses modos era a morte.
Em tempos não tão poéticos, mas ainda assim sofridos, dois estilos de moda japonesa se baseiam neste critério: fugir da realidade. São eles Mori (garota da floresta) e Ageha (borboleta).
Vamos viver sozinhas numa cabana na floresta e esquecer o quanto o mundo é mau usando nossas roupas confortáveis e fazendo artesanato.
sexta-feira, 14 de outubro de 2011
domingo, 9 de outubro de 2011
Foucault para pensar a educação
Todo sistema de educação é uma maneira política de manter ou de modificar a apropriação dos discursos, com os saberes e os poderes que eles trazem consigo.
Michel Foucault
Michel Foucault
A velha sabedoria
Algumas vezes sou questionada, confrontada ou desmerecida pelo simples fato de saber muito sobre algumas coisas e ser jovem. Como se uma coisa excluísse a outra e o conhecimento fosse uma característica inerente aos seres humanos de longa data.
Sim, tenho apenas 25. Mas meu diploma vai fazer 6 anos de idade. Experiência em sala de aula já vão se completar 7. Já fiz tantos cursos na área que é impossível enumerar todos agora aqui de repente.
Isso não significa nada?
Sei que minha geração é famosa pelo seu descompromisso com a vida, sua irresponsabilidade. As gerações posteriores tem uma fama pior!
Mas, e as anteriores? Todos santos impecáveis? Todos fiéis cumpridores de seus deveres? Todos sábios?
Já não me entristecem (tanto) as humilhações que sofro por quem se prende a detalhes como idade, geração... se alguém não consegue perceber a pessoa que sou e me julgar pelas coisas que faço só posso lamentar. Por ela!
Resumindo e concluindo: se idade fosse sinal de sabedoria não tinha tanta gente idosa ou de meia idade causando problemas para si e para os outros!
PS: apesar de saber algumas coisas ainda me falta muito para a sabedoria! Mas não idade, conhecimento.
Sim, tenho apenas 25. Mas meu diploma vai fazer 6 anos de idade. Experiência em sala de aula já vão se completar 7. Já fiz tantos cursos na área que é impossível enumerar todos agora aqui de repente.
Isso não significa nada?
Sei que minha geração é famosa pelo seu descompromisso com a vida, sua irresponsabilidade. As gerações posteriores tem uma fama pior!
Mas, e as anteriores? Todos santos impecáveis? Todos fiéis cumpridores de seus deveres? Todos sábios?
Já não me entristecem (tanto) as humilhações que sofro por quem se prende a detalhes como idade, geração... se alguém não consegue perceber a pessoa que sou e me julgar pelas coisas que faço só posso lamentar. Por ela!
Resumindo e concluindo: se idade fosse sinal de sabedoria não tinha tanta gente idosa ou de meia idade causando problemas para si e para os outros!
PS: apesar de saber algumas coisas ainda me falta muito para a sabedoria! Mas não idade, conhecimento.
Formação continuada Seeduc - impressões
O curso de formação de continuada do estado do Rio de Janeiro para professores de português e matemática em turmas de 9º e 1º anos dos ensinos Fundamental e Médio respectivamente encerrou seu primeiro módulo nesta sexta-feira, 07 de outubro.
Com um início conturbado o curso desagradou uns e confundiu tantos outros mas muitos seguiram em frente. No final desta etapa é inegável a melhoria no desempenho dos meus alunos que tiveram contato com as atividades propostas. É inegável também o quanto aprendi, o quanto me aperfeiçoei. Ou seja, o curso esta cumprindo seu papel.
Quanto à bolsa de R$ 300,00 dos cursistas, que ainda não foi paga, está prevista para sair no salário de outubro, retroativa a julho (confira aqui). Pelo que pude perceber eles preferiram esperar para saber quem ia continuar no curso ou não antes de começar a pagar. Talvez os professores que desistiram neste semestre não possam se inscrever no próximo, pois a oportunidade será dada a outros. É uma pena para quem "desistiu" porque não conseguiu. O nível do curso é um tanto elevado e as atividades exigiam bastante tempo para leituras, pesquisas e reflexões antes da produção dos materiais.
Sobre os problemas que houveram, há justificativas. A educação estadual está passando por uma grande mudança, uma grande reforma. Tudo é novo. É a primeira vez que há este curso e a grande vantagem é que os professores são convidados a participar da melhoria dele próprio. Estamos fazendo para nós mesmos.
Començando o 2º módulo espero que continue sempre melhor.
Com um início conturbado o curso desagradou uns e confundiu tantos outros mas muitos seguiram em frente. No final desta etapa é inegável a melhoria no desempenho dos meus alunos que tiveram contato com as atividades propostas. É inegável também o quanto aprendi, o quanto me aperfeiçoei. Ou seja, o curso esta cumprindo seu papel.
Quanto à bolsa de R$ 300,00 dos cursistas, que ainda não foi paga, está prevista para sair no salário de outubro, retroativa a julho (confira aqui). Pelo que pude perceber eles preferiram esperar para saber quem ia continuar no curso ou não antes de começar a pagar. Talvez os professores que desistiram neste semestre não possam se inscrever no próximo, pois a oportunidade será dada a outros. É uma pena para quem "desistiu" porque não conseguiu. O nível do curso é um tanto elevado e as atividades exigiam bastante tempo para leituras, pesquisas e reflexões antes da produção dos materiais.
Sobre os problemas que houveram, há justificativas. A educação estadual está passando por uma grande mudança, uma grande reforma. Tudo é novo. É a primeira vez que há este curso e a grande vantagem é que os professores são convidados a participar da melhoria dele próprio. Estamos fazendo para nós mesmos.
Començando o 2º módulo espero que continue sempre melhor.
Autocrítica
Existe algo mais lamentável que um desenhista que não desenha ou qualquer artista que não produz sua arte?
terça-feira, 27 de setembro de 2011
Depressão
Não estou falando de 1929. Nem de relevo.
Estou falando de mim. De mim e de uma doença que me acompanha há alguns anos.
Para muitas pessoas é preguiça, é desculpa. Para a maioria é incompressível. Mas eu tenho uma doença que não me deixa ser feliz. Resultado de algumas coisas que vivi e de outras que ainda não consigo viver. E de meu cérebro não conseguir processar bem a serotonina.
Cada dia uma batalha: levantar da cama, comer, vestir, trabalhar, me deitar novamente. Tudo isso que é tão simples para todos é dificílimo para mim. O que me resta de fácil na vida é ler, mas nem sempre. É o único escape que tenho enquanto todos meus outro desejos ficam em espera.
Com este post não espero piedade para comigo. Mas seria bom se a compreensão geral sobre essa doença, principalmente de que é uma doença e não falta de vergonha na cara, se espalhasse.
Enquanto isso busco me curar.
Retirado de http://sonhodeliberdadecleo.blogspot.com/2011/09/depressao.html
Estou falando de mim. De mim e de uma doença que me acompanha há alguns anos.
Para muitas pessoas é preguiça, é desculpa. Para a maioria é incompressível. Mas eu tenho uma doença que não me deixa ser feliz. Resultado de algumas coisas que vivi e de outras que ainda não consigo viver. E de meu cérebro não conseguir processar bem a serotonina.
Cada dia uma batalha: levantar da cama, comer, vestir, trabalhar, me deitar novamente. Tudo isso que é tão simples para todos é dificílimo para mim. O que me resta de fácil na vida é ler, mas nem sempre. É o único escape que tenho enquanto todos meus outro desejos ficam em espera.
Com este post não espero piedade para comigo. Mas seria bom se a compreensão geral sobre essa doença, principalmente de que é uma doença e não falta de vergonha na cara, se espalhasse.
Enquanto isso busco me curar.
Retirado de http://sonhodeliberdadecleo.blogspot.com/2011/09/depressao.html
terça-feira, 13 de setembro de 2011
Roda de leitura e brainstorming
Hoje o dia foi puxado. Roda de leitura de poesia no 8º ano e brainstorming no 9º. Pena não estar com uma câmera lá. Um aluno leu poemas que sabia de cor e todos se apoiaram, pois havia a timidez e as dificuldades. O brainstorming foi uma atividade bastante produtiva (apesar de difícil de controlar), pois quando alguém não tinha ideias podia contar com os colegas para resolver os problemas criativos!
Agora penso em testar fanfics.
Imagem retirada de http://peixinho-de-prata.blogspot.com/2010/06/roda-dos-livros-book-wheel.html
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