Resenhas do livro e do filme ficam para depois. O que me importa agora são as crianças.
Hoje um aluno emigrante da Bahia me disse que esses meninos existem, vagam pelas praias, "ladrõezinhos e malandros" em suas palavras. Gostavam de arrumar confusão.
Com os olhos abertos por Amado, olhos que já naturalmente percebem as coisas de outro modo, vi conjuntamente duas versões de uma história em apenas um relato.
Não conheço a Bahia. Grande parte de minha vida morei em uma cidade pequena. Não lembrava com a mesma carga emocional de certas coisas com que hoje me deparo no centro do Rio e demais bairros.
Moradores de rua na Região dos Lagos sempre foram escassos. Os grupos do Rio englobam 30, 70... é até onde consigo contar.
Crianças que trabalham... nunca tinha visto em Cabo Frio. Crianças, entre 4 e 8 anos, sempre há vendendo doces, correndo perigo, passando fome e frio, morando embaixo de viadutos.
Um noite, passando férias em hotel na Lapa, em uma pizzaria em frente aos arcos, uma menina de uns 6 anos vem nos vender amendoim. Eu automaticamente caio no choro, um choro difícil de conter diante de um irmão menor que esperava do lado de fora. Difícil de conter diante de todas as crianças que tem de encontrar um jeito de sobreviver por sua própria conta neste mundo.
A verdadeira definição de marginal. Uma criança.
Como aquela vendendo chocolates em Bangu às 22 horas de uma noite fria. Será que ela não estava com fome? Não pudemos descobrir, pois chorávamos.
Eu sempre choro.
No final das contas essa é a realidade: há muitas crianças em muitas ruas do mundo em muitas épocas. E só. Não há heróis, não há vítimas. Só pessoas tentando viver.
quarta-feira, 19 de outubro de 2011
domingo, 16 de outubro de 2011
Escapismo
Segundo a Wikipedia:
Em tempos não tão poéticos, mas ainda assim sofridos, dois estilos de moda japonesa se baseiam neste critério: fugir da realidade. São eles Mori (garota da floresta) e Ageha (borboleta).
Vamos viver sozinhas numa cabana na floresta e esquecer o quanto o mundo é mau usando nossas roupas confortáveis e fazendo artesanato.
Vamos nos tornar bonecas, assim ninguém vê que temos defeitos como qualquer ser humano. O glitter ainda ofusca o sofrimento.
Escapismo é o alívio ou a distração mental de obrigações ou realidades desagradáveis recorrendo a devaneios e imaginações.
Podemos definir escapismo também como a desconsideração da realidade.
É uma das características do Romantismo, movimento cultural do século XIX. Para os românticos, o mundo real é sempre uma frustração de seus idealismos e sonhos. Daí a rebeldia dos poetas do mal-do-século no Romantismo, onde eles procuravam se refugiar de seus problemas e um desses modos era a morte.
Em tempos não tão poéticos, mas ainda assim sofridos, dois estilos de moda japonesa se baseiam neste critério: fugir da realidade. São eles Mori (garota da floresta) e Ageha (borboleta).
Vamos viver sozinhas numa cabana na floresta e esquecer o quanto o mundo é mau usando nossas roupas confortáveis e fazendo artesanato.
sexta-feira, 14 de outubro de 2011
domingo, 9 de outubro de 2011
Foucault para pensar a educação
Todo sistema de educação é uma maneira política de manter ou de modificar a apropriação dos discursos, com os saberes e os poderes que eles trazem consigo.
Michel Foucault
Michel Foucault
A velha sabedoria
Algumas vezes sou questionada, confrontada ou desmerecida pelo simples fato de saber muito sobre algumas coisas e ser jovem. Como se uma coisa excluísse a outra e o conhecimento fosse uma característica inerente aos seres humanos de longa data.
Sim, tenho apenas 25. Mas meu diploma vai fazer 6 anos de idade. Experiência em sala de aula já vão se completar 7. Já fiz tantos cursos na área que é impossível enumerar todos agora aqui de repente.
Isso não significa nada?
Sei que minha geração é famosa pelo seu descompromisso com a vida, sua irresponsabilidade. As gerações posteriores tem uma fama pior!
Mas, e as anteriores? Todos santos impecáveis? Todos fiéis cumpridores de seus deveres? Todos sábios?
Já não me entristecem (tanto) as humilhações que sofro por quem se prende a detalhes como idade, geração... se alguém não consegue perceber a pessoa que sou e me julgar pelas coisas que faço só posso lamentar. Por ela!
Resumindo e concluindo: se idade fosse sinal de sabedoria não tinha tanta gente idosa ou de meia idade causando problemas para si e para os outros!
PS: apesar de saber algumas coisas ainda me falta muito para a sabedoria! Mas não idade, conhecimento.
Sim, tenho apenas 25. Mas meu diploma vai fazer 6 anos de idade. Experiência em sala de aula já vão se completar 7. Já fiz tantos cursos na área que é impossível enumerar todos agora aqui de repente.
Isso não significa nada?
Sei que minha geração é famosa pelo seu descompromisso com a vida, sua irresponsabilidade. As gerações posteriores tem uma fama pior!
Mas, e as anteriores? Todos santos impecáveis? Todos fiéis cumpridores de seus deveres? Todos sábios?
Já não me entristecem (tanto) as humilhações que sofro por quem se prende a detalhes como idade, geração... se alguém não consegue perceber a pessoa que sou e me julgar pelas coisas que faço só posso lamentar. Por ela!
Resumindo e concluindo: se idade fosse sinal de sabedoria não tinha tanta gente idosa ou de meia idade causando problemas para si e para os outros!
PS: apesar de saber algumas coisas ainda me falta muito para a sabedoria! Mas não idade, conhecimento.
Formação continuada Seeduc - impressões
O curso de formação de continuada do estado do Rio de Janeiro para professores de português e matemática em turmas de 9º e 1º anos dos ensinos Fundamental e Médio respectivamente encerrou seu primeiro módulo nesta sexta-feira, 07 de outubro.
Com um início conturbado o curso desagradou uns e confundiu tantos outros mas muitos seguiram em frente. No final desta etapa é inegável a melhoria no desempenho dos meus alunos que tiveram contato com as atividades propostas. É inegável também o quanto aprendi, o quanto me aperfeiçoei. Ou seja, o curso esta cumprindo seu papel.
Quanto à bolsa de R$ 300,00 dos cursistas, que ainda não foi paga, está prevista para sair no salário de outubro, retroativa a julho (confira aqui). Pelo que pude perceber eles preferiram esperar para saber quem ia continuar no curso ou não antes de começar a pagar. Talvez os professores que desistiram neste semestre não possam se inscrever no próximo, pois a oportunidade será dada a outros. É uma pena para quem "desistiu" porque não conseguiu. O nível do curso é um tanto elevado e as atividades exigiam bastante tempo para leituras, pesquisas e reflexões antes da produção dos materiais.
Sobre os problemas que houveram, há justificativas. A educação estadual está passando por uma grande mudança, uma grande reforma. Tudo é novo. É a primeira vez que há este curso e a grande vantagem é que os professores são convidados a participar da melhoria dele próprio. Estamos fazendo para nós mesmos.
Començando o 2º módulo espero que continue sempre melhor.
Com um início conturbado o curso desagradou uns e confundiu tantos outros mas muitos seguiram em frente. No final desta etapa é inegável a melhoria no desempenho dos meus alunos que tiveram contato com as atividades propostas. É inegável também o quanto aprendi, o quanto me aperfeiçoei. Ou seja, o curso esta cumprindo seu papel.
Quanto à bolsa de R$ 300,00 dos cursistas, que ainda não foi paga, está prevista para sair no salário de outubro, retroativa a julho (confira aqui). Pelo que pude perceber eles preferiram esperar para saber quem ia continuar no curso ou não antes de começar a pagar. Talvez os professores que desistiram neste semestre não possam se inscrever no próximo, pois a oportunidade será dada a outros. É uma pena para quem "desistiu" porque não conseguiu. O nível do curso é um tanto elevado e as atividades exigiam bastante tempo para leituras, pesquisas e reflexões antes da produção dos materiais.
Sobre os problemas que houveram, há justificativas. A educação estadual está passando por uma grande mudança, uma grande reforma. Tudo é novo. É a primeira vez que há este curso e a grande vantagem é que os professores são convidados a participar da melhoria dele próprio. Estamos fazendo para nós mesmos.
Començando o 2º módulo espero que continue sempre melhor.
Autocrítica
Existe algo mais lamentável que um desenhista que não desenha ou qualquer artista que não produz sua arte?
terça-feira, 27 de setembro de 2011
Depressão
Não estou falando de 1929. Nem de relevo.
Estou falando de mim. De mim e de uma doença que me acompanha há alguns anos.
Para muitas pessoas é preguiça, é desculpa. Para a maioria é incompressível. Mas eu tenho uma doença que não me deixa ser feliz. Resultado de algumas coisas que vivi e de outras que ainda não consigo viver. E de meu cérebro não conseguir processar bem a serotonina.
Cada dia uma batalha: levantar da cama, comer, vestir, trabalhar, me deitar novamente. Tudo isso que é tão simples para todos é dificílimo para mim. O que me resta de fácil na vida é ler, mas nem sempre. É o único escape que tenho enquanto todos meus outro desejos ficam em espera.
Com este post não espero piedade para comigo. Mas seria bom se a compreensão geral sobre essa doença, principalmente de que é uma doença e não falta de vergonha na cara, se espalhasse.
Enquanto isso busco me curar.
Retirado de http://sonhodeliberdadecleo.blogspot.com/2011/09/depressao.html
Estou falando de mim. De mim e de uma doença que me acompanha há alguns anos.
Para muitas pessoas é preguiça, é desculpa. Para a maioria é incompressível. Mas eu tenho uma doença que não me deixa ser feliz. Resultado de algumas coisas que vivi e de outras que ainda não consigo viver. E de meu cérebro não conseguir processar bem a serotonina.
Cada dia uma batalha: levantar da cama, comer, vestir, trabalhar, me deitar novamente. Tudo isso que é tão simples para todos é dificílimo para mim. O que me resta de fácil na vida é ler, mas nem sempre. É o único escape que tenho enquanto todos meus outro desejos ficam em espera.
Com este post não espero piedade para comigo. Mas seria bom se a compreensão geral sobre essa doença, principalmente de que é uma doença e não falta de vergonha na cara, se espalhasse.
Enquanto isso busco me curar.
Retirado de http://sonhodeliberdadecleo.blogspot.com/2011/09/depressao.html
terça-feira, 13 de setembro de 2011
Roda de leitura e brainstorming
Hoje o dia foi puxado. Roda de leitura de poesia no 8º ano e brainstorming no 9º. Pena não estar com uma câmera lá. Um aluno leu poemas que sabia de cor e todos se apoiaram, pois havia a timidez e as dificuldades. O brainstorming foi uma atividade bastante produtiva (apesar de difícil de controlar), pois quando alguém não tinha ideias podia contar com os colegas para resolver os problemas criativos!
Agora penso em testar fanfics.
Imagem retirada de http://peixinho-de-prata.blogspot.com/2010/06/roda-dos-livros-book-wheel.html
sábado, 10 de setembro de 2011
EAD
Get More Awesome Photos at www.relatableblog.com
É só uma brincadeira, eu não adio. Além de estudar ser divertido para mim, o facebook e o google abertos me dão pausas para descansar. Fazendo tantos cursos ao mesmo tempo, adiar significa não fazer.
quarta-feira, 31 de agosto de 2011
Curso Sequência didática: aprendendo por meio de resenhas
Adiei a conclusão da especialização pelo Cederj e cancelado os cursos do 2º semestre do CTED para ter tempo de realizar a formação continuada da Seeduc concomitante com a pós-graduação em língua portuguesa, mas eis que surge uma oportunidade que se não é única está agora diante de mim e eu a buscava há mais de um ano: um curso de sequência didática.
Ao me inscrever tive que me justificar:
A quem interessar, fica o link: http://www.escrevendo.cenpec.org.br/ecf/index.php?option=com_content&view=section&layout=blog&id=29&Itemid=801
Basta ser professor da rede pública para participar.
Ao me inscrever tive que me justificar:
Por que pretende participar do curso Sequências Didática: aprendendo por meio de resenha?:Ao ter contato com as sequências didáticas das olimpíadas de língua portuguesa e colocá-las em prática percebi que elas aumentavam as chances de sucesso de aprendizagem dos alunos por garantirem um contato progressivo e reflexivo com os novos conhecimentos. Busquei formas de aprender a criar minhas próprias sequências mas não consegui. Esta é a oportunidade que esperava.Tenho enorme amor pela Olimpíadas de Língua Portuguesa Escrevendo o Futuro. O tanto que ela permitiu que meus alunos avançassem! Por isso quero ser capaz de planejar aulas como aquelas, melhores do que são agora, e realmente não havia encontrado um curso ou material para ler que pudesse me ensinar isto.
A quem interessar, fica o link: http://www.escrevendo.cenpec.org.br/ecf/index.php?option=com_content&view=section&layout=blog&id=29&Itemid=801
Basta ser professor da rede pública para participar.
Greve, escola e educação - um artigo polêmico
Após concluir o curso Por dentro dos Meios continuei acompanhando a Revistapontocom, que traz muitos artigos bons sobre mídia e educação. Semana passa foi publicado lá um artigo apresentando a proposta para repensarmos o valor das greves, já que atualmente elas não funcionam como deveriam. A discussão está ardendo!
Abaixo um trecho. Clique para ler na íntegra e participar dos comentários.
Por Denise Vilardo
Professora da Rede Pública Municipal RJ, coordenadora Pedagógica do Colégio Graham Bell e colaboradora da Fundação Darcy Ribeiro. Sem duvidar da legitimidade dos argumentos que levaram e levam os profissionais da educação a fazerem greves, creio que esta é uma estratégia que já não frutifica há tempos. Ou melhor, frutifica sempre para o lado negativo da questão. Quem perde é sempre o aluno.
sexta-feira, 29 de julho de 2011
Eu sou o seu professor! - Atividade da formação continuada do Seeduc-RJ
Depois de assistir ao vídeo da "Amanda Gurgel". Contribua na wiki "Professor Hoje" com uma atividade ou característica ou perfil do professor frente aos alunos nativos digitais.Ser professor hoje é, de certa forma, como ser professor sempre: o desafio de ensinar é o mesmo em qualquer época. Hoje, porém, o nosso contexto de trabalho comporta complexidades que não existiam antes. Não devemos pensar que o passado era melhor. O importante agora é compreender com o que estamos lidando. O mundo mudou. As pessoas mudaram. É isso que estamos enfrentando. Enquanto a tecnologia avança a humanidade parece estar em retrocesso e os processos humanos parecem estar se tornando ultrapassados diante do virtual e do digital. Entro em sala e não vejo respeito nem consigo nem com o outro. Não há fraternidade. Não há amor ao conhecimento. Não nos enganemos de que ao saber usar a internet nossos alunos sabem tanta coisa. A maioria das pessoas na internet, mesmo na 2.0 é mero espectador e consumidor. Repassar um video pode ser colaborar, mas não é criar. E nossos alunos são assim. Sem contar que nos preocupamos aqui tanto com os alunos digitais e nos esquecemos que grande parte de nossa clientela é pobre. Muitos nunca usaram um computador. Não podemos deixá-los de lado. Devemos ajudar nossos alunos a usar essas novas ferramentas. Devemos utilizá-las em nossas aulas, pois são úteis. Devemos formá-los para esta nova realidade sim, mas devemos observar bem a realidade de nossos alunos e compreender o que realmente precisam com relação ao aprendizado, seja ele digital ou não. Não podemos acompanhar o sentimento deste mundo e esquecer o humano que há em cada aluno.
domingo, 24 de julho de 2011
A importância das novas tecnologias no aprendizado das crianças
Quadro do Bom Dia Rio comenta o uso das tecnologias na educação e o auxílio-cultura da rede estadual do Rio de janeiro. Recebi e comprei livros para meu prazer e enriquecimento e um violão para usar nas aulas.
Olhando os arquivos do meu blog é possível ver que fiz um curso de TICs (tecnologias da informação e comunicação) ano passado e me beneficiei muito, pois aprendi como incluir mais recursos em minhas aulas e refletir como eles podem colaborar com a aprendizagem, sem serem uma mera desculpa para uma aula "interessante", mas uma ferramenta de auxílio real.
De forma geral tenho feito muitos cursos on-line, tantos que nem sobra tempo de postar sobre eles no blog e só tenho lucrado com isso, melhorando minha formação e ampliando minhas perspectivas.
Olhando os arquivos do meu blog é possível ver que fiz um curso de TICs (tecnologias da informação e comunicação) ano passado e me beneficiei muito, pois aprendi como incluir mais recursos em minhas aulas e refletir como eles podem colaborar com a aprendizagem, sem serem uma mera desculpa para uma aula "interessante", mas uma ferramenta de auxílio real.
De forma geral tenho feito muitos cursos on-line, tantos que nem sobra tempo de postar sobre eles no blog e só tenho lucrado com isso, melhorando minha formação e ampliando minhas perspectivas.
sábado, 9 de julho de 2011
Indisciplina na escola
Encontrei um excelente artigo com o título acima. É um dos poucos que já li que respeitam todos os aspectos envolvidos no problema. A maioria apenas culpa o professor por não ter autoridade e não ter postura. E isso lembra meu primo, futuro professor, que sempre questiona o que é, afinal, ter postura.
Marcus Tavares encontrou as palavras que eu precisava para expressar o que eu já sentia: a indisciplina é um problema social. Agora, pensemos: há como a escola, sendo uma instituição social, resolver situações que permeiam toda a sociedade?
Ao final do artigo há a seguinte pergunta: você, professor, também vivencia esta indisciplina na sua sala de aula? Como você lida com isso?
Sim, eu vivencio. E lido com isso como posso. A cada dia tentando o que parece ser mais adequado ao momento. Às vezes consigo conversar, às vezes tenho que ser rígida. O invariável é o sofrimento de todos.
Abaixo o texto na íntegra. Peço a todos que lerem que visitem a postagem original e deixem seu comentário respondendo a pergunta que eles fizeram. Este é um assunto que devemos discutir.
Marcus Tavares encontrou as palavras que eu precisava para expressar o que eu já sentia: a indisciplina é um problema social. Agora, pensemos: há como a escola, sendo uma instituição social, resolver situações que permeiam toda a sociedade?
Ao final do artigo há a seguinte pergunta: você, professor, também vivencia esta indisciplina na sua sala de aula? Como você lida com isso?
Sim, eu vivencio. E lido com isso como posso. A cada dia tentando o que parece ser mais adequado ao momento. Às vezes consigo conversar, às vezes tenho que ser rígida. O invariável é o sofrimento de todos.
Abaixo o texto na íntegra. Peço a todos que lerem que visitem a postagem original e deixem seu comentário respondendo a pergunta que eles fizeram. Este é um assunto que devemos discutir.
Por Marcus Tavares
Jornalista e professor. Editor da revistapontocom.
Indisciplina. Se você tem filhos, sobrinhos ou netos, sabe o que significa esta palavra. E, com certeza, já discutiu bastante sobre este assunto em casa. Quando a indisciplina parte então de adolescentes, o problema complica ainda mais. Que o digam os professores. É fato que a indisciplina sempre existiu no ambiente escolar, mas arrisco dizer que ela vem se tornando uma rotina desgastante, estressante e, às vezes, insustentável.
Não podemos generalizar, mas me parece que boa parte dos adolescentes perdeu completamente o respeito para com o professor. Não existe o entendimento de que o mestre, na sala de aula, é uma autoridade. É preciso deixar claro que não se trata de um autoritário, mas de alguém que tem autoridade, sim, na condução do ensino.
Sabemos que esta autoridade não é nem deve ser dada, mas cultivada e construída na escuta e no diálogo, na percepção de ambos — alunos e professores — de que há deveres e direitos. Porém, quem disse que os alunos estão interessados nesta conversa? Quem disse que os estudantes se esmeram em cumprir seus deveres? Ledo engano. Os deveres são deixados de lado. Mas os direitos…
Culpar a família ou a própria mídia pela indisciplina, como destaca a pesquisa ‘Observatório do Universo Escolar’, não resolve o problema, embora seja um bom marcador de avaliação. Afinal, são duas instâncias de ensino e de exemplos, que acabam repercutindo na escola.
Não faltam no mercado atividades e dicas de como reverter a indisciplina na sala de aula. Os professores estão atentos. Mas tenha certeza, você, leitor, que não é professor: o relacionamento com os jovens é cada vez mais difícil. Boa parte deles acha que sabe tudo e não quer viver sob regras.
Como então podem co-existir respeito, diálogo e escuta? Como exigir respeito, diálogo e escuta numa sociedade que enaltece o individualismo e empodera a juventude. Se os adolescentes não aprendem com a família, nem com a mídia, com o que passam o maior tempo do dia, o que dirá com a escola? A indisciplina está fora de controle.
domingo, 19 de junho de 2011
A vida segue
As pessoas que cresceram comigo, que estudaram comigo, estão casando, tendo filhos, se mudando, crescendo em suas carreiras e morrendo.
Fonte: busca de imagens do Google.
segunda-feira, 13 de junho de 2011
Eu mudei
Foi quase da noite pro dia, foi de uma semana para a outra.
De repente, meus medos desapareceram e parece que sempre vivi assim livre.
Sim, eu me libertei. Deve ter sido porque minha vida se tornou tão chata que alcançou o ponto do insustentável. E ao invés de me matar, matei o eu que eu era e me tornei alguém novo, que no fundo era apenas mais eu.
Sim, senhoras e senhores, eu estou vivendo. E recomendo a todos que façam o mesmo. Chega de perder tempo.
De repente, meus medos desapareceram e parece que sempre vivi assim livre.
Sim, eu me libertei. Deve ter sido porque minha vida se tornou tão chata que alcançou o ponto do insustentável. E ao invés de me matar, matei o eu que eu era e me tornei alguém novo, que no fundo era apenas mais eu.
Sim, senhoras e senhores, eu estou vivendo. E recomendo a todos que façam o mesmo. Chega de perder tempo.
domingo, 5 de junho de 2011
Viver e aprender: o outro lado da história
MEC reune e divulga textos que mostram outro ponto de vista da polêmica em torno da questão linguística no volume da coleção Viver e Aprender.
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